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25 de agosto de 2020

CARNE E UNHA, ALMA GÊMEA!

Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. Juízes 21:25

Temas do coração sempre são assuntos polêmicos! Para alguns causam suspiros, para outros raiva, para outros frustração ou até mesmo desesperança! Mas tenha calma, ou não, porque o texto de hoje é para quem possui nervos fortes, fala de uma história de amor, mas trágica. Não é lá um exemplo que reflita a realidade, nem uma sentença para quem erra ao escolher um amor para a vida, mas uma possibilidade, das tantas trágicas existentes.

Praticamente todo mundo conhece o romance Romeu e Julieta, por ter lido, assistido ou ouvido falar, trata-se de um romance com fim trágico, mas que desperta tantas paixões ardentes a ponto de inspirar diversas pessoas a querer viver um amor tão intenso. Mas também fala de um amor proibido, o que desperta em muitos a curiosidade. Uma mistura de emoções e sentimentos que nos levam a uma pergunta (dentre outras): vale a pena viver algo tão intenso mesmo que isto cobre caro?

Não sei se Shakespeare buscou inspiração nesta história de hoje, mas lembra bastante. Imagine um homem tão apaixonado por uma mulher a ponto de ir contra os pais e a seus próprios valores para estar com ela. Mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis: a família e os amigos dela eram inimigos declarados da família do noivo, mas o noivo não se preocupa, porque por sua amada, ele está disposto a enfrentar, se preciso, a espada, mas se manterá convicto a este amor, afinal, além de disposto, ninguém é louco de tentar algo contra ele, ele era praticamente insuperável, os que tentaram fazer mal à ele, só se deram mau.

Este personagem é Sansão, homem de paixões ardentes impulsividades. Mas em sua auto confiança, ele acabou ignorando que nesta história, ele não podia ser vencido pela força, era praticamente indestrutível, mas as outras pessoas não, e nossas escolhas não dizem respeito apenas à nós mesmos, mas afetam à todos ao nosso redor, cumpre-nos calcular o quanto estamos dispostos a pagar por isso. A mulher pela qual ele se apaixonou podia estar segura à seu lado, mas estava totalmente vulnerável sozinha, e foi assim que os inimigos dele aproveitaram: sua fraqueza! Em um dado momento, ameaçaram matar a mulher e o pai queimados, caso ela não lhes desse o que queriam, e ela acabou cedendo, você em seu lugar, o que faria diante de tal ameaça?

Ela consegue tirar a informação de Sansão, mas acabou morrendo queimada com seu pai. Porque a ação dela despertou uma ira em Sansão que o fez abandona-la por um tempo e ao voltar ela tinha se casado com outro, como retaliação, Sansão queimou a plantação do povo dela e estes deram o mesmo destino da plantação à ela. Na sequência histórica ele se apaixona por outra que é subornada e também entrega outro segredo dele, levando-o à ruína. Viveu intensamente, amou de mais, mas amou o que não devia. 

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25 de fevereiro de 2020

QUEM VENCER, GANHA UMA MULHER! (2)


E sucedeu que, vindo ela a ele, o persuadiu a que pedisse um campo a seu pai; e ela se apeou do jumento, saltando; e Calebe lhe disse: Que é o que tens? E ela lhe disse: Dá-me uma bênção, pois me deste uma terra seca; dá-me também fontes de águas. E Calebe lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores. Juízes 1:14:15

Quando Calebe promete dar sua filha ao homem que fosse à região de Quiriate-Sefer e vencesse uma batalha contra eles, olhando para o contexto daquela época, seria vantagem para Calebe possuir um genro valente, ou seja ele estaria fortalecendo a sua família. A vantagem seria para o homem que vencesse porque ele estaria entrando no clã de uma família respeitadíssima que era a de Calebe e se casaria com uma mulher muito inteligente, os versos 14 e 15 mostram isso... A filha de Calebe, Acsa, poderia se casar despreocupada, por saber que seu marido poderia defender a família, além de seus filhos crescerem sendo respeitados por serem filhos desse homem, além de saber também que ele gostava dela, afinal, para um homem pôr sua cabeça à prêmio por causa de uma mulher, realmente quer essa mulher, quem não quisesse, nem vai se meter a ir pelejar.

Outro ponto importante que devemos notar nesta história bíblica, é que a mulher estava sendo entregue para casar com este valente. Não era para ser usada e descartada. Um dos pontos que um contexto "machista" como podemos observar acaba tendo mais valor do que muito discurso feminista de liberdade que apenas cria uma situação desfavorável para a mulher ao se sentir mais respeitada em um ambiente onde ela, não é de todo mundo, porque ela tem o direito de escolher, mas muitas acabam apenas enredadas em relacionamentos abusivos, justo por aqueles que elas mesmas escolheram. Mas volto a lembrar que o feminismo mesmo não se resume à este ponto, e nem este é o objetivo do feminismo.

O ponto importante desta história é que por trás desta proposta de Calebe, havia muita coisa em jogo, e claro que não possamos descartar o orgulho pessoal em ter uma família tão forte, algo muito importante era levado em consideração: criar uma estrutura familiar de modo que os meus filhos tenham segurança, os filhos dos meus filhos sejam fortes, os filhos dos filhos dos meus filhos possam ser ainda mais fortes que seus pais, assim, a minha linhagem, o meu sangue seria forte. E eu, como patriarca desta família, seria sempre lembrado pelos grandes feitos que deram origem a estas gerações. Seguindo as orientações de Deus eles estavam crescendo e se multiplicando.

Isso tem que ver com honra, palavra desconhecida nos dias de hoje, onde o egoísmo impera. Uniões são feitas nos dias de hoje sem se levar em consideração as gerações vindouras, porque o centro de tudo não está em obedecer a Deus para ser feliz ou a busca pela felicidade das famílias. O centro é a pessoa e seu prazer, se ela tem o que quer (objetos e respeito pessoal), o resto não importa. E todos os conselhos que a Bíblia sugere são ignorados (pasmem: pelos próprios professos cristãos) a fim de se obter sucesso pessoal. Uniões com pessoas que não levam suas diferenças em consideração condenam os filhos a viverem em lares desfeitos ou assitindo a brigas contantes, que estrutura emocional essas pessoas formam em casa? Uniões que descoonsideram as necessidades básicas e trazem ao mundo crianças sem a mínima condição de subsistência! E como solução, as novas gerações, para fugir desses contextos horrorosos, optam por encerrar sua linhagem, não tendo filhos, e partimos para outro extremo.

O contexto mudou, de tudo, podemos até dizer que naquela época era mais fácil criar filhos, que até que essa coisa de entregar a filha em casamento à um valente não parece agora tão surreal quanto em nossos dias. Mas o fato é que em todas as épocas sempre houveram desafios. Era difícil criar filhos naquela época e perde-los em guerras ou ataques como é hoje e perde-los para as tecnologias ou divertimentos que o mundo oferece. Talvez fosse mais fácil encontrar pessoas dispostas a se arriscar pelo amor de outras naquela época do que hoje, no entanto, parece que hoje é mais fácil encontrar pessoas mais compreensivas, mas algo difícil para aquele época e para esta é obedecer a Deus, e segundo a Bíblia, esta época é ainda mais difícil, porque as tentações já não estão tão distantes de você, basta você terminar de ler este texto e partir para outra atividade, outra leitura, outra aba em seu navegador. Só há uma coisa a fazer entregar sua alma à um valente: Deus ou sanatás, sua alma é de quem você escolher.

<<TEXTO 1



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15 de fevereiro de 2020

QUEM VENCER, GANHA UMA MULHER!

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O Sacrifício de Ifigénia (1671), de Jan Steen.
E tomou-a Otniel, filho de Quenaz, o irmão de Calebe, mais novo do que ele; e Calebe lhe deu a sua filha Acsa por mulher. Juízes 1:13

Um verso como este não soa nada bem nos dias de hoje, dias de tanta militância feminista! Uma mulher, entregue por seu pai como um troféu?! "Que absurdo!" - podem pensar algumas almas desavisadas. Mas antes de adentrarmos nesta reflexão, é interessante esclarecer duas coisas: primeiro que este texto não é sobre feminismo (embora deva permear muita coisa sobre este assunto) e segundo, o feminismo precisa ser tão entendido quanto o cristianismo, porque boa parte dos que criticam, nada entendem sobre um ou sobre o outro. O objetivo deste texto é esclarecer como um verso desses não é razão de pavor ou assombro, basta não olharmos com um olhar anacrônico e nos abrirmos para entender seu contexto.

Ifigênia em Áulide é a última obra do dramaturgo grego Eurípedes, nesta obra, Agamenon sacrificará sua filha Ifigênia à deusa Artemisa, mas para leva-la ao sacrifício, engana sua filha dizendo que ela iria ser levada para se casar com o grande guerreiro Aquiles. Ambas histórias (da narrativa bíblica e esta de Eurípedes) possuem um ponto comum, em especial: o destino das filhas nas mãos dos pais. E até aí, ambas histórias podem causar a mesma repulsa em quem tenha um olhar feminista. Outro ponto em comum que podemos observar em ambas as histórias é que ambas as filhas aceitam seu destino, de ter que se casar com estes guerreiros citados.

Ifigênia em Áulide inspirou uma grande obra cinematográfica: Troia (2004), neste filme, Aquiles é interpretado pelo ator Brad Pitt, no auge de sua juventude. A diferença entre as narrativas e o filme é que assistindo ao filme, muitas mulheres com discursos feministas acabam cedendo à tentação de se casar com (este) Aquiles, afinal, um guerreiro como Brad Pitt inspira muitos sonhos de matrimônio por aí. Àquelas que não são tão seduzidas por Brad Pitt, basta substituirmos esta imagem por a imagem de um outro homem que possa vir lhes atrair. O resultado é que pra começo de conversa, em certos contextos, esses casamentos arranjados podem até não ser tão má ideia! Mas iremos nos aprofundar um pouco mais, porque apenas características físicas são argumentos muito superficiais, e de fato são!

O discurso feminista nos dias de hoje é totalmente palpável, e até facilmente atendido com suportes jurídicos, legislativos, etc. Mas é muito importante entendermos primeiramente que ele também só faz sentido se concordarmos que o contexto atual lhe é favorável. Já nascemos em um Estado, constituído de poderes, no caso do Brasil, os poderes executivo, legislativo e judiciário. Atendendo a estes poderes, temos diversas camadas de organização e organismos empenhados no bem comum para o livre gozo de nossos direitos. Só de falar assim, você deve se sentir um tanto desconfortável por saber que a teoria é linda, mas a prática deixa muito a desejar... Imagine então como seria há milênios atrás, onde não haviam estados constituídos e as nações começavam a se organizar!

Antes de termos Estados (Países) organizados e divididos da forma linda como vemos nos mapas, cada fronteira dessa foi conquistada à base de muito suor e sangue. Os povos lutavam e guerreavam entre si para conquistar e ampliar seus territórios, ainda ouvimos falar de guerras por território nos dias de hoje, no entanto, naquela época isso não era uma exceção, era uma regra! E se você pensar que sua casa poderia ser invadida a qualquer momento e sua família ser barbarizada (não existia polícia, e mal exército pra defender, a quem? Se era cada um por si?), a ideia de se casar com homens valentes, ter filhos valentes e uma família forte já começa a não parecer tão mal assim.




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20 de outubro de 2018

A ROUPA DO POVO DE DEUS

"E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles". Mateus 6:28,29

Você já parou para pensar qual a roupa apropriada para ir à um local de culto? Será que o importante é eu me sentir à vontade ou seria importante obedecer a certas diretrizes para evitar reações indesejadas? E se existe uma roupa adequada para se estar em um local de culto, qual seria esta roupa? A preocupação com o vestuário deve ser um problema apenas das mulheres ou os homens também precisam se atentar ao que vestem?

Com certeza este não é um blog de moda, mas como é um blog cristão, ele vai se intrometer em todas as facetas da sua vida. Hoje, queremos trazer a você uma reflexão sobre o modo de se vestir para ocasião de uma reunião religiosa. Como bem sabemos, religião significa religar-se a Deus, ou seja, em um templo ou encontro religioso, a função principal deveria ser prestar culto à um Deus, ao Deus daqueles fiéis. Desse modo, qualquer outra distração é dispensável, e se você não estiver vestido ou vestida adequadamente, você pode ser a culpa das distrações e olhares dos outros, deste modo, você estaria roubando de Deus a atenção que Lhe era devida.

As roupas dizem muito a nosso respeito e por isso não podemos ignorar e deixar de aprender sobre como podemos, com elas, vender uma melhor imagem sobre nós, representar nossos ideais e ainda mostrar que sabemos ser convenientes nos momentos apropriados, como já dissemos outras vezes, pessoas inconvenientes são umas das menos desejáveis, e se você não pretende afastar as pessoas de você, é bom cuidar do que veste e do que ostenta também.

Sobre isso Ellen White escreveu:
Todos deveriam ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio da casa de Deus. Cumpre evitar toda ostentação em matéria de roupa, que somente serviria para acoroçoar a irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre essa ou aquela peça de roupa e deste modo são sugeridos pensamentos que não deviam ter lugar no coração dos adoradores. Deus é que deve ser o objeto exclusivo de nossos pensamentos e adoração; qualquer coisa tendente a desviar o espírito de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. A exibição de enfeites, como laços, fitas e penachos, bem como ouro ou prata, é uma espécie de idolatria que não deve estar associada ao culto sagrado de Deus, onde os olhos de cada adorador só devem ter em vista a Sua glória. Deve-se cuidar estritamente de toda a questão do vestuário, seguindo à risca as prescrições bíblicas; a moda é uma deusa que impera no mundo, e não raro se insinua também na igreja. A igreja deve também a este respeito fazer da Bíblia sua norma de vida, e os pais fariam bem em meditar seriamente neste assunto. Se virem os filhos inclinando-se para a moda, devem, como Abraão, ordenar resolutamente a sua casa de acordo com seus princípios. Em vez de vincular os filhos ao mundo, devem uni-los a Deus. Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos. Deus e os anjos estão ali presentes. O Santo de Israel assim Se manifestou por meio de Seu apóstolo: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” 1 Pedro 3:3, 4. - Testemunhos Seletos, V.2 201.3

Quando Jesus esteve na Terra, Ele falou sobre roupas também. Ele disse que Deus, nosso Pai sabe de tudo quanto precisamos e sabe que as roupas fazem parte dos nossos itens de necessidade pessoal, porque Deus, o Pai, é detalhista e cuida da necessidade de cada uma das suas criaturas, as flores são tão passageiras e frágeis, ainda assim recebem uma vestimenta, como cores variadas, que encantam e Jesus afirmou que os detalhes são tão ricos que nem mesmo Salomão conseguiu se vestir com tamanho luxo. Deus também se preocupa com o que você veste, mas Ele não apenas providencia roupas para seu corpo como também para o seu espírito (Efésios 6) e a sua alma (Apocalipse 3:18).



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22 de agosto de 2018

DEUS É MACHISTA OU FEMINISTA? (2)

"Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." -  Gálatas 3:28

Segundo o que lemos na Bíblia, podemos ser levados a entender hoje que Deus é mais feminista que machista, mas lendo a Bíblia, podemos acha-lo machista. Afinal de contas, Deus é machista ou feminista? A Bíblia, é machista ou feminista? O cristianismo é machista ou feminista? Todas essas questões precisam ser entendidas, especialmente pelos religiosos porque muitos embates são muito desnecessários.

Esses questionamentos precisam ser entendidos mas com atenção. Machismo e feminismo são termos muito novos na história da humanidade. Esses conceitos são uma observação a respeito de uma ótica generalista sobre determinada cultura. Mas primeiramente precisamos entender que em uma cultura, os indivíduos pouco estão interessados se suas práticas são certas ou erradas, a cultura acontece ao longo do tempo, em cada lugar, com determinado grupo de indivíduos.

Hoje mesmo no Brasil, há inúmeras pessoas que não concordam que o Brasil é um país machista, porque inseridas numa cultura machista, para elas, o machismo sempre foi o "normal", e neste caso, qualquer visão que pretenda mudar o que é "normal" em uma cultura, encontrará uma série de rejeição, desaprovação e críticas, mas quem pretende mudar uma cultura tem que entender que isso é um longo e vagaroso processo.

Primeiramente, o feminismo não é antônimo de machismo. Numa cultura machista, o homem é superior, o feminismo apenas busca direitos iguais em uma sociedade que como vimos no texto anterior, insiste em rebaixar as mulheres e privilegiar os homens, apenas pelo gênero. Obviamente que muito do que se atribui ao feminismo não é feminismo de fato, mas para saber diferenciar o feminismo do não feminismo, é necessário ao mesno se estudar o que é.

Deste modo, poderíamos afirmar hoje, que Deus é feminista, porque Ele criou homens e mulheres para serem iguais, embora diferentes. Mas olhando para algumas passagens bíblicas, Deus parece muito machista. Como entender isso? Primeiramente, Deus não pode ser machista ou feminista porque Ele é muito grande para caber em conceitos tão pequenos e que são apenas um recorte da realidade. Segundo que a Bíblia apresenta um Deus que criou seres humanos para serem iguais, e que após o pecado, para não se afastar do ser humano, o acompanha numa cultura humana, apesar dela, sempre buscando guiar o ser humano ao Seu plano original.


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15 de agosto de 2018

DEUS É MACHISTA OU FEMINISTA?

"...homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todo o animal que rasteja sobre a terra". - Gênesis 1:27, 28.

No mês que se completam 12 anos da Lei Maria da Penha no Brasil (7 de agosto de 2018) o Brasil continua noticiando casos de feminicídio. O feminicídio é um crime de ódio voltado às mulheres, e geralmente praticado por pessoas próximas a elas. No Distrito Federal apura-se que 85% dos casos registrados foram cometidos por namorados ou companheiros das vítimas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Embora pareça alarmante o aparente número crescente de casos de violência contra a mulher no Brasil, o que se registra está longe de ser a realidade do que acontece Brasil a fora e muito menos longe de ser um problema brasileiro. Na Índia, ocorre um caso de estupro a cada 21 minutos, devido a uma visão machista, porém, mesmo em países mais desenvolvidos como o Japão, o machismo é um empecilho para o crescimento da mulher, neste mesmo mês, um escândalo denunciou a Universidade Médica de Tóquio de manipular as notas dos alunos para favorecer a admissão de homens e evitar a de mulheres.

Por todo lado que se vá no mundo, é possível observar a desigualdade, o desrespeito, algum meio de inferiorizar alguém, por alguma coisa. Isso é a herança que o pecado deixou no mundo desde que entrou em vigor. Não foi plano de Deus ao criar o ser humano que um dominasse sobre o outro, Ele concedeu domínio ao ser humano sobre a terra e os animais não apenas ao homem, mas ao casal que ele criou: homem e mulher. Mas depois que estes pecaram, as coisas começaram a sair do plano original, mas não por vontade de Deus.

Embora encontremos na Bíblia esse tipo de herança cultural no próprio povo de Israel, podemos observar pela lei (Deuteronômio 22:25-28) o cuidado que havia para evitar que a mulher fosse desamparada e violentada; e ao vir ao mundo, Jesus reafirma o cuidado e a atenção que a cultura havia deturpado com relação à todos os excluídos, em especial as mulheres, que foram parte importante em seu ministério.

Com o passar do tempo, as atividades de homens e mulheres foram se consolidando para sua própria subsistência e em certo momento, um entendeu que sua atividade lhe dava domínio sobre o outro, e culturalmente foi-se desenvolvendo, em praticamente todos os povos, a ideia de que o homem era superior à mulher per si. Em certas culturas, como a hindu o islã, além das funções diferenciadas o domínio é amparado pela lei e pela religião, embora varie de país para país.

Fontes:

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