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25 de janeiro de 2019

O DIA EM QUE NÃO IA OFERTAR

"Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado". Deuteronômio 23:21

Certo dia, resolvi que daria R$ 15,00 de oferta para uma igreja para determinado objetivo. Cheguei a separar a oferta, mas demorei para retornar àquela igreja, depois, soube que o objetivo nem seria de fato realizado. Cerca de um ano depois, arrumando meu quarto, encontrei aquela oferta, enrolada em um papel e com um papel escrito mostrando para que seria aquele dinheiro. O engraçado é que naquela mesma semana eu iria cantar naquela igreja, então separei a oferta e me preparei para devolvê-la.

De repente, alguns pensamentos me vieram à mente: e se eu usar parte desta oferta para me deslocar para lá? Afinal, estará sendo usada para levar a mensagem também, e o objetivo dela nem mesmo foi pra frente... fiquei lutando comigo mesmo até o determinado dia, mas no fundo, aquele pensamento parecia justo. No dia, fui à uma parada de ônibus, mas suspeitando que naquela parada o ônibus iria demorar, fui para outra. Chegando na outra, um carro encosta e o motorista me oferece carona. Eu nunca o havia visto antes na vida, ele não era da igreja que eu estava indo, nem mesmo da minha. Ele havia me visto de costas, mas já me chamava de irmão. Me pediu o endereço da igreja, mas eu não sabia, disse à ele que só sabia chegar lá. Ele me disse que então, eu fosse mostrando o caminho que ele me deixaria lá.

Eu precisava chegar às 9h00 na igreja, e para isso, precisava que o ônibus passasse exatamente na hora que eu chegasse na parada. Mas Deus providenciou um meio de chegar lá. Cheguei 9h00 em ponto. Mas em partes, meu plano falhou, porque havia levado apenas duas notas, uma de dez reais e uma de cinco, esperando gastar dois para ir, separar os dois para voltar e entregar onze como oferta, de fato. Mas estava chegando a hora de entregar a oferta e eu não tinha dinheiro trocado para voltar, e nem voltaria com parte da oferta de volta. Orei e entendi que Deus queria que eu desse tudo. Afinal, pensei, se tudo der errado, eu volto à pé para casa. E eu tinha coragem de fazer isso! Confiei que se Deus providenciou uma forma de ir, providenciaria uma forma para eu voltar também. Naquele dia, fui convidado a almoçar e ganhei uma carona de volta para casa, que era caminho na rota que meu anfitrião faria para ir onde ele precisava naquela tarde.

Eu fico pensando que nem deveria ter me passado pela mente a ideia de fazer o que pensei com a oferta, ela era do Senhor, independente de como fosse usada depois de devolvida, e além do mais, eu já a havia separado para ser ofertada por completo. Mas entendo que tudo isso foi importante para eu viver o que vivi naquele dia. Deus já tinha preparado aquele dia para me ensinar muitas coisas, não um ano antes, mas antes mesmo de eu nascer, antes de eu existir, você consegue imaginar isso? Mas tudo poderia ser diferente se eu não tivesse entendido e não estivesse entendendo os Seus propósitos. Você é capaz de imaginar que Deus já havia preparado cada detalhe da Sua vida, assim como ela é para te ajudar a crescer e te aproximar dEle? Mesmo assim, passamos por cada oportunidade de nos aproximar de Deus e no fim, só há dois caminhos: salvação e perdição. E isso não tem a ver com suas obras de caridade, mas o quanto você aproveitou as oportunidades para estar perto de Deus ou não, aprender dEle ou não. Ninguém se perderá por falta de oportunidade, se não Deus não seria o Deus da graça e Grande em Misericórdia (Salmos 86:15).

Fico triste em ver quão fraco sou, diariamente enfrento lutas internas, que, cá entre nós, eu já deveria ter passado de fase faz tempo. Repito continuamente os mesmos erros.. mas me impressiona ainda mais o quanto Deus é cuidadoso, amoroso, paciente.. E essa é uma postagem atípica, porque é apenas um dos meus testemunhos de vida, não um que eu me orgulhe, confesso, mas sei que com certeza, pode ajudar muita gente em sua falta de fé, assim como eu. E se você está devendo a Deus, vá e faça seu acerto com Ele.

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11 de junho de 2017

É PECADO?

“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus". Mateus 5:17

Todos nós tivemos ou temos aquela dúvida sobre se alguma coisa é pecado ou não. Não é errado ter esse tipo de dúvida, mas certas atitudes diante de dúvidas como essas são realmente vergonhosas. Digo isso em relação a pessoas que ao invés de buscarem uma forma de pesquisar ou refletir sobre essas dúvidas, esperam respostas prontas de pessoas que elas acham que devem saber todas as respostas. Mas este fato é lamentável, visto que todas as questões sobre pecado não precisam nem mesmo de livros de autores acadêmicos ou religiosos... está tudo na Bíblia, se você tem dúvidas, leia que você descobre. É claro que não posso aqui afirmar que tudo é simples de entender, mas a matéria prima está ali, dali, com um pouquinho de pesquisa, conversas, leitura e atenção você sai entendendo bem.

Recentemente participei de uma roda de conversa que era um bate papo de perguntas e respostas. As pessoas perguntavam e os pastores ali respondiam. O somatório foi bom, mas começou muito ruim. Isso porque quando as perguntas começaram, o nível não era nem fácil nem iniciante, era nível inacreditável. Os pastores foram bombardeados com uma série de perguntas do tipo: isso é pecado? Aquilo é pecado? E tal coisa? Eu sou adventista do sétimo dia, e ali eu entendi o que conversando com um colega, certa vez ouvi... Sua então namorada, que não era adventista, ficou decepcionada com os tipos de perguntas de jovens adventistas em uma roda dessas que participei, ela não entendia como que jovens adventistas ainda se perguntavam se o cristão pode ir ao cinema. Realmente, isso é estarrecedor.

Não podemos ignorar o fato de que esse tipo de pensamento ainda é um pensamento muito católico. Falo isso não por menosprezar os católicos, mas baseado em observação, história e relatos de católicos que conheço mesmo. No catolicismo é mais evidente uma preocupação com o ato em si, tanto que a própria Igreja Católica criou “os sete pecados capitais” e esse termo é tão levado a sério que muita gente parece acreditar que só esses sete é que podem nos fazer perder a salvação.

Para entender o que é pecado, primeiramente é necessário entendermos o que é pecado. Segundo 1 João 3:4 “o pecado é a transgressão da lei”. Com esta definição tão nítida, como ainda podemos ter dúvidas sobre o que é pecado? Novamente, não quero menosprezar os católicos, porque sobre os “sete pecados capitais” eles estão certíssimos, mas segundo a Bíblia, não são simplesmente sete coisas que fazemos ou deixamos de fazer que nos tornam pecadores. O pecado, aos olhos de Deus é simplesmente um crime. Os crimes que conhecemos ou que elegemos como crimes, muitos são pecados mesmo, mas tem coisas que consideramos crime que Deus não considera como pecado (como homicídio culposo) e tem coisa que não consideramos crime que Deus considera pecado (como sentir-se mal pelo sucesso do outro).


Os sete pecados capitais ficam pra trás porque só na lei de Deus, há no mínimo dez pecados, porque são dez mandamentos, transgredir a um desses mandamentos “posto que dos menores” (Mateus 5:17) nos faz pecadores (lembrando que não somos pecadores porque cometemos atos pecaminosos, mas cometemos atos pecaminosos porque somos pecadores). Tendo em vista esse conceito, podemos perceber portanto que se o pecado é a transgressão da lei de Deus, podem haver coisas que são pecados para mim e não são pecados para você. Por exemplo: assistir televisão é pecado? Pode ser que você assista sem pecar, mas o que eu assisto me faz transgredir a lei de Deus, então, eu peco assistindo televisão e você não. Esse pensamento, creio que é o certo, mas precisamos ter cuidado para não deixarmos que ele caia para um relativismo barato. O pecado não sou eu quem defino, é a lei de Deus. Então, tudo o que nos faz transgredir que é pecado e não se eu sinto ou não dor na consciência... como Foucault diz no livro Vigiar e Punir: pode ser que um criminoso seja tão cara de pau que consiga enganar com argumentos de que não foi ele quem cometeu o crime, como um inocente assumir um crime por temor de sofrimentos maiores... Então não confie que o que você faz ou deixa de fazer é pecado, nem se não é pecado. Sempre desconfie! O relativismo é questionar se estou ou não errado, não querer impor minhas verdades, ainda que contraditórias.

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