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Aqui você irá encontrar pensamentos meus acerca da Bíblia, livro que amo e reconheço como divinamente inspirado.
São inspirações para sermões, conselhos, mensagens, respostas para dúvidas e por aí vai... Divirta-se. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê." - Monteiro Lobato.
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24 de março de 2022

SE EU FIZER...

Não cobiçarás. - Êxodo 2:17

Certo dia, uma pessoa me viu malhando em casa um dia e disse que se ele tivesse pique de malhar ele desenvolveria muito.. de fato.. ele não estava errado, mas não era algo exclusivo dele, qualquer pessoa que se propõe a fazer algo constantemente se desenvolve muito naquilo. Quando vemos pessoas com corpos incríveis e desejamos ter aquele "shape", na maioria das vezes, não queremos nos comprometer com um treino e a dieta delas como elas se comprometeram pra se desenvolver.

E em qualquer aspecto da vida, costumamos olhar os resultados, almejamos ter os resultados que os outros têm: um bom emprego, uma boa casa, um bom carro, boas viagens... Mas em sua maioria não queremos nos comprometer ou não nos comprometeríamos se tivéssemos a mesma oportunidade.

Caim matou seu irmão (Gênesis 4:1-16) porque gostaria de ter a mesma apreciação por parte de Deus que seu irmão tinha, porém não queria fazer o que seu irmão fazia. Os irmãos de José tinham inveja dele, porém nenhum deles tinha caráter semelhante e nem trabalhavam para desenvolver, pelo contrário, incomodados com os seus expressos defeitos de caráter, preferiam matar aquele que fazia o que era certo a trabalhar em seus caráteres e melhorarem a si mesmos. Os irmãos de Davi, os fariseus e em sua vida você pode ser a pessoa invejada por fazer algo relevante ou a pessoa invejosa que reclama porque não tem o resultado que outras pessoas possuem.

Jesus ensinou que na Terra, colhemos aquilo que plantamos, porém haverão muitos empecilhos para nos impedir de colher até mesmo aquilo que plantamos. Na parábola do semeador, Jesus explica que o trabalho de semear é um trabalho grande porque devemos jogar as sementes em todos os lugares porém em sua maioria não iremos colher por causa de pessoas, atividades ou mesmo nosso pessimismo pode nos impedir de alcançar aquilo que desejamos.

É muito importante que tenhamos pessoas para nos inspirar porém em primeiro lugar devemos entender que nossa jornada é diferente da jornada e da realidade das pessoas que admiramos podemos até seguir caminhos semelhantes aos delas fazendo escolhas semelhantes porém os resultados serão muito particulares jamais seremos iguais às pessoas que admiramos seremos ou melhores ou piores em resultados mas como pessoas devemos focar sempre em ser melhores hoje do que fomos ontem e melhores amanhã do que somos hoje.

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15 de março de 2022

TRABALHA E CONFIA

A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. Mateus 25:15


A frase "trabalha e confia", estampada na bandeira do estado do Espírito Santo, no Brasil, foi tirada de um mandamento de Santo Inácio de Loyola que tinha o objetivo de inspirar as pessoas a trabalhar como se tudo dependesse delas e confiar em Deus como se tudo dependesse de Deus. É um ensinamento importantíssimo e muito relevante, especialmente para os dias de hoje onde vemos cada vez mais as pessoas buscando formas de ganhos fáceis e extraordinários com o mínimo esforço.

É óbvio que não podemos viver apenas para trabalhar e pagar contas. A corrida dos ratos (como é conhecida a rotina moderna) não é e nunca foi plano de Deus, uma vez que se vivermos para o trabalho, logo, estaremos caindo no pecado da idolatria, o que é abominável por Deus (Colossenses 3:5). No entanto, tão logo Deus criou o homem, deu-lhe também atividades para que este ocupasse sua mente.

Vivemos em um mundo onde é crescente o número de pessoas que desejam "fazer nada". Os ídolos dos mais jovens são influencers digitais que ostentam uma vida de aparente curtição da vida como se não fizessem nada. É isso que vendem, mas nem mesmo eles vivem uma "vida perfeita". Não obstante, vemos o crescente número de depressão entre estes que vivem o "sonho global", que já superou o sonho americano. Os famosos coaches, embora com uma visão questionável, ao menos trabalham com a visão de que é necessário se fazer algo para se conquistar as coisas.

O que falta é o equilíbrio entre não fazer nada e sobrecarregar-se de atividades. Ambos extremos levam à doenças, físicas e emocionais. Há quem peça a Deus para ganhar em loterias a fim de ter uma vida de apenas gastar, pra não precisar mais trabalhar. Jesus apresentou uma parábola interessante (Mateus 25:14-30): um senhor chamou seus servos e lhes deu talentos (dinheiro), para uns mais, para outros menos, viajou sem data de retorno esperando que eles lhe prestassem contas daqueles talentos. Cada um trabalhou com o que tinha, negociando a fim de ganhar mais, mas o que ganhou apenas um talento, o enterrou e quando o senhor voltou, se indignou porque este não fez o mínimo esforço para render aquele dinheiro.

Jesus encerra a parábola dizendo que essa história se reflete na humanidade, quando Ele voltar, deveremos prestar contas daquilo que Ele nos deu. Ninguém é tão miserável que não tenha algo a oferecer, sejam recursos materiais, físicos, intelectuais, artísticos... e cada pessoa pode ter mais e ser mais do que seu estágio atual. Muitos pregam que o trabalho passou a existir como pena pelo pecado do homem (Genesis 3:17), mas a pena é o sofrimento ao trabalhar, porque assim que o ser humano foi criado, ele recebeu de Deus funções a desempenhar, ele administraria este nosso planeta, mas o trabalho é inerente à vida humana. Portanto, não fuja do trabalho, nem mesmo das oportunidades de crescimento. Desperdiçar oportunidades de fazer o bem chama-se negligência, e é tanto crime nas leis da Terra como nas do Céu.

Referência: https://www.agazeta.com.br/capixapedia/trabalha-e-confia-na-bandeira-do-es-tem-origem-religiosa-e-no-desenvolvimento-do-estado-0321 acessado em 23 de fevereiro de 2022.

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21 de fevereiro de 2022

SAMBA GOSPEL PODE? 3

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. Salmos 101:3

Tecnicamente falando, dentro do que vemos de riqueza musical existente pode não haver qualquer motivo para não escutar qualquer estilo musical desde que não afete os princípios cristãos. Porém, existe um aspecto musical, muito antigo, remota à antiga Grécia. Pitágoras já dizia em sua teoria do Ethos Musical que a música afeta nossas emoções.

É claro que afeta, basta percebermos que tipo de músicas queremos ouvir a depender de nosso estado emocional. Uma pessoa frustrada com um relacionamento não costuma ouvir as mesmas músicas de uma pessoas extremamente feliz por uma conquista acadêmica ou profissional. São estados de espírito diferentes que pedem uma trilha sonora diferente. Você escuta uma música triste porque está triste ou uma música alegre porque está alegre. Ou você escuta uma música mais calma porque está agitado ou uma música mais pra cima quando está para baixo. Os motivos pelos quais escolhemos as músicas para ouvir são diversos, mas não podemos ignorar a relevante influência que a mesma têm sobre nosso corpo.

Eu não sei qual é a música que Deus tem no Céu, porque eu nunca fui, mas com certeza não se compara a nenhuma música aqui da Terra, "o que ouvido jamais ouviu" é o que tem lá no Céu. Com certeza, ao chegarmos lá, africanos, europeus, americanos, orientais.. todos os povos, línguas e nações se depararão com uma música tão incrível que tudo o que estudamos e aprendemos aqui será considerado lixo. Mas em toda nossa imperfeição, podemos buscar músicas que nos aproximem de nosso Deus e de nosso propósito nesta vida.

Porém, Satanás também tem músicas de sua preferência, inclusive, influenciou muitos músicos e musicistas a espalharem algumas ideias ao redor do mundo. Para esta viagem, é preciso conhecer um homem chamado Aliester Crowley, considerado o "santo padroeiro do rock", este homem é também o pai do satanismo moderno, escreveu a bíblia de Satanás, e não é meu interesse falar sobre ele aqui, mas de tudo que já li e pesquisei sobre ele, não há nada que me interesse, a não ser saber o que devo evitar. Este homem é o grande ídolo de bandas de rock, inclusive os Beatles, que o colocaram na capa de seu disco "Sgt. pepper's lonely hearts club" (clube do sargento pimenta e seus corações solitários), outro artista que também tem este homem estampado em um de seus álbuns é o rei do pop: Michael Jackson. Mas muitos outros têm Crowley como influência.

Afirmar: "não ouça rock", "não ouça pop", está além dos meus conhecimentos. Porém, não é tão difícil encontrar o mal, porque ele já não se esconde, ele está explícito. Hoje temos muita informação, falta-nos tomar uma decisão, como o salmista: "não porei coisa má diante dos meus olhos" (Salmos 101:3). Creio que o melhor caminho seja pesquisar antes de consumir, na contra-mão do mundo que consome, depois "vê no que dá", isso quando vê. O evangelho tem que ver com adoração, ou você está adorando a Deus ou está adorando o inimigo de Deus. Jesus é enfático em afirmar: "quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12:30). Não acho que adoração esteja ligada com um estilo musical, que só devamos escutar músicas gospel, louvor, etc., baseado nos próprios cânticos que podemos ver na Bíblia, mas um princípio devemos levar ao selecionar nossas músicas: "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4:8).

31 de janeiro de 2022

SAMBA GOSPEL, PODE? 2

Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor. Salmos 150:3-6

O problema de não tocarmos, compormos ou produzirmos samba (como cristãos) está relacionado ao risco de um irmão ou irmã ter desejo de voltar às práticas anteriores? Esse é um problema, porque se for assim, a gente na verdade não poderá fazer praticamente nada neste mundo, porque de uma forma ou de outra alguém se sentirá tentado, ou a cometer algo que não é bom consigo mesma, com outros ou mesmo com nós. A Bíblia ensina que nossa mente deve estar ocupada com tudo o que é louvável, portanto, para uma pessoa, o samba ou qualquer outro estilo, seja gospel ou não, pode ser um motivo de alegria. Falando por mim, um samba gospel, por exemplo, não me dá vontade de beber, me prostituir ou dançar na Sapucaí, só me deixa alegre, portanto, desde que não tenha uma letra que fira meus princípios, é totalmente agradável. Já para o irmão ou irmã que tem seus desejos antigos despertados, esse estilo não deve ser consumido, porque não desperta louvor nela, ou seja, ela precisa entender que deve fugir disso, cristianismo também envolve (e muito) autorresponsabilidade.


Para os que acham que a letra que é quem diferencia a música sacra da secular, é mais fácil de resolver, coloque uma letra que fale de Deus e pronto, a música é de Deus. Certa vez, alguém que não concorda que possamos usar o mesmo estilo musical na igreja argumentou que pegar um rock, por exemplo, em que a letra diz: "satanás, satanás, satanás" e substituir a letra por "Deus, Deus, Deus, é o mesmo que dar à namorada o urso que você deu à outra, mas no lugar do nome dela, você substitui pelo nome da atual, de fato, qualquer namorado ou namorada iria detestar saber que aquele objeto pertenceu à um antigo amor, é uma falta de respeito e consideração. Acontece que de fato, você não deve dar o ursinho que pertenceu à outra pessoa, mas pode continuar dando ursinhos (novos) a quem está com você agora. Continua sendo um urso, continua sendo um gesto de carinho, mas pode ser feito de forma respeitosa. Ou seja, seria um absurdo pegar uma música que fala de coisas ruins, mudar a letra e oferecer a Deus, sim! Mas se com este mesmo estilo musical você compõe uma música totalmente nova e dedica à Deus, quem pode provar que Deus não aceite?

Seria meio absurdo pensar assim (embora esta forma de pensar seja mais uma opção) porque se considerarmos que não podemos usar um estilo que foi usado para outras coisas, toda vez que alguém se convertesse deveria ser obrigado a jogar fora toda roupa e objetos pessoais que usou para coisas que não eram usadas na adoração a Deus, agora, expressando minha opinião pessoal, isso beira o absurdo. Como cristãos, precisamos ler livros seculares, precisamos vestir roupas seculares, precisamos nos envolver em assuntos seculares (lembrando que estou diferenciando o secular do mundano), somente a música secular que não podemos ter acesso? O que é? A fruta proibida do Jardim do Éden?

Para entendermos sobre música, nada melhor que olharmos para a Bíblia, é por meio da palavra, e somente dela que podemos desenvolver a nossa fé. Sobre ritmo, não há esclarecimento sobre qual ritmo serve ou não serve para adoração, porque ela nos apresenta Deus presente desde o silêncio, no vento suave como em sua manifestação como fogo! Salmos nos convida a louvar com tamborins e danças (Salmos 150:3), será que esse tamborim e essa dança são para música erudita, balé clássico? Não, podemos adorar a Deus com música animada sim, mas olhe o equilíbrio, não pode ser apenas com isso! Então, o que a Bíblia apresenta como servindo para adoração a Deus é desde o louvor mais solene, até o louvor mais animado, e ela não classifica o estilo, devemos cuidar para não sermos inconvenientes, cada coisa em seu lugar (Eclesiastes 3:1). Igreja é lugar de tocar samba, pagode, sertanejo? Não! Escute isso em sua casa, sabendo se te alegra ou não, mas na igreja o louvor deve unir todos em uma voz!

O que é solene? Depende da cultura. Um funeral, é um momento solene ou não? No Brasil sim, nas culturas africanas não. Mas Paulo disse que não devemos nos entristecer com respeito aos que dormem (I Tessalonicenses 4:13), quem está mais certo, quem se entristece ou quem se alegra? Existem coisas que por mais que consideremos correto, são pura tradição, cultura, mas Deus, por meio de sua palavra, pode nos esclarecer o que precisamos, talvez nunca cheguemos a um consenso aqui na Terra, mas jamais pode ser motivo de divisão (1 Coríntios 1:10). Esta reflexão é um modo de pensar, há quem possa concordar e há quem não concorde, mas numa coisa precisamos buscar: adorar a Deus em espírito e em verdade, porque são estes os adoradores que Deus procura (João 4:23).

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25 de janeiro de 2022

SAMBA GOSPEL, PODE?

Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia! Salmos 150:6


Para alguns grupos religiosos cristãos, o tema relacionado à estilos musicais diversos com letra religiosa já está superado, para outros não. Recentemente, o lançamento de um "samba adventista" por meio do grupo Vocal Livre gerou muita discussão não apenas em meio aos adventistas, mas também em meio a outras pessoas de outras denominações, afinal, um cristão pode ou não ouvir música secular, pode cantar, tocar? Pode colocar uma letra cristã em cima de um estilo considerado mundano?

As opiniões são diversas, pastores, teólogos, leigos, várias pessoas vão levantar suas opiniões sobre o assunto, e isso é importantíssimo para o esclarecimento das ideias e posições, mas para se discutir sobre música, é preciso primeiro que se fale o mínimo de algo técnico na música. Como professor de Artes, me lembro de uma aula sobre gênero musical que já dei há muitas turmas de ensino fundamental, inclusive, se quiser assistir esta aula, acesse aqui! Você precisa entender o mínimo de música para dar uma opinião interessante, porque se não, ficamos só nos achismos e aí a discussão fica muito rasa.

A primeira coisa que precisamos entender sobre música dedicada à adoração é relacionada ao gênero da música, e existem dois: sacra (música religiosa) e secular (música não religiosa). Bem, se queremos adorar a Deus com um gênero, é interessante primeiro usarmos uma música adequada, que seria a sacra. Mas a pergunta que vem a seguir é: como classificar uma música sacra? Pela letra? Pelos instrumentos? Pela técnica vocal? Pelo ritmo? Pelo número de vozes? É aí onde mora o perigo, é aqui que começam os achismos.

Alguns falam que a música correta para adoração não pode ter ritmo. Esse argumento é o pior de todos, porque expressa a tamanha ignorância de quem fala, porque das quatro características que uma música pode ter (ritmo, melodia, harmonia e letra), o ritmo é a imprescindível, podemos fazer música sem letra, sem harmonia e sem melodia, mas sem ritmo, é impossível! Mas se tivermos que classificar um ritmo para definir uma música "de Deus", qual seria? Se você preferir classificar uma música sacra pelo ritmo, sugiro que acesse este artigo, aí com uma base bíblica, você pode dizer qual ou quais andamentos podem ser considerados ou não sacros.

Outro ponto levantado é sobre o estilo musical. Sobre este, há muita discussão, e é até mais compreensível, porque talvez, para o leigo, é o que mais se pode inferir por meio de uma percepção pessoal. Quando se fala em estilo musical, muito se associa à função da música, por exemplo; para muitos cristãos, samba, pagode, funk, sertanejo, etc., não podem ser estilos válidos para a música cristã, porque estes estilos estão associados à práticas não apenas seculares, mas também mundanas, como sexo livre, apologia a crimes e ilícitos, e de fato, conversando com algumas pessoas que já viveram do outro lado, esses estilos trazem à memória práticas antigas de suas vidas. Por exemplo, o samba, o pagode, o sertanejo, são estilos que ao serem tocados, são capazes de trazer à memória desejos antigos à pessoas que viviam conforme as muitas letras falam: desejo de beber cerveja, dançar, consumir ou experimentar o que antes era associado. Então, de fato ficamos num beco sem saída. Mas vamos continuar esta conversa no próximo artigo?! Te espero lá!

SAMBA GOSPEL, PODE? 2

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21 de novembro de 2021

MINHA PARTE EU FIZ

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:5-8

Fim de ano, muitos alunos com notas baixas por não terem feito algo relevante pra suas vidas acadêmicas durante o ano recorrem a nós professores por algo para complementar suas notas. Uma aluna precisava de 2,0, outro de 7,0 e outra de 17,0. A pergunta é: qual dos alunos fez o pior trabalho?


Se você acha que era quem precisava de 2,0, errou. A que mais precisava de notas foi a que fez o trabalho mais medíocre. Não foi o pior que eu já recebi, mas pra quem precisa de 17 pontos, se fosse eu, faria até origami dentro do trabalho. Mas ela se resumiu a escrever (copiar de um site e ajustar algumas coisas) meia página de conteúdo e duas páginas com 4 imagens ocupando meia página cada.

Os que precisavam de menos nota foram os que mais se esforçaram, respectivamente. Podemos dizer neste caso que a qualidade do trabalho era um valor inversamente proporcional a nota. Pode parecer estranho a alguns pensar isso, porém, ao menos uma explicação eu consigo dar do por quê disso acontecer, o por quê é que quem precisa de menos nota, claramente é mais esforçado.

O que isso tem a ver com a vida espiritual? Algumas pessoas dizem que não precisamos da lei porque já temos a graça. Acham que os que que buscam guardar a lei se acham, ou querem obter a salvação por méritos próprios, mas a verdade é que quem guarda a lei não guarda (ou não deveria guardar) para ser salvo, mas pra estar mais perto de Deus. Quanto mais olhamos para a lei, mais achamos que precisamos da graça. Mas quem não guarda a lei, por mais agradecido por esta dádiva, cai na ideia de que não precisa fazer nada, a graça já fez tudo por ele. 

De fato, Jesus, por meio da sua graça, nos deu o que nos faltava pra nossa salvação, porém Ele vem completar o que não conseguimos, mas temos parte neste mistério: primeiro devemos crer em Jesus. Depois precisamos obedecer os seus mandamentos. Muitos pregam a graça como um elemento que elimina a nossa parte em obedecer e em fazer um esforço que é nosso. A parábola dos talentos explica exatamente isso: se você recebeu uma graça, independente do tamanho dela, deve expandir, dali em diante, fazer com que ela se expanda, porque é isso que Deus quer de nós, Ele virá nos cobrar cada oportunidade que nos deu de sermos melhores, não abuse da bondade dEle.

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26 de agosto de 2021

A FÉ MUDA SUA VIDA

A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo. - Tiago 1:27

Uma das coisas que os não religiosos não conseguem entender é como pessoas religiosas sentem prazer na obrigação de se ir à reuniões semanais, seguir certos padrões sociais - geralmente caretas. Algumas coisas essas mesmas pessoas até podem apoiar como a assistência aos mais necessitados e outras coisas que são mais pessoais para quem observa. Para quem já nasce em certa religião, muitos não religiosos até podem compreender seus costumes, mas como uma pessoa não religiosa torna-se religiosa? O que de fato ela pode encontrar de bom em uma realidade aparentemente tão distante?

Cientificamente falando, a prática religiosa faz muito bem a muitos aspectos da vida. Diversos estudos científicos associam benefícios fisiológicos à fé, observados por alguns estudiosos tais como menores índices de inflamação pós cirúrgica em religiosos. Segundos as dezenas de estudos que relacionam saúde e religião apontam que religiosos são mais felizes e vivem mais, só este resultado deveria ao menos animar os não religiosos.

Obviamente, não quer dizer que só porque uma pessoa tem uma religião ela será mais feliz e viver mais, acontece que a religião eficaz (Tiago 1:27) está associada a um estilo de vida diferente do senso comum. Geralmente religiosos cuidam mais de sua saúde, evitando substâncias nocivas ao corpo e evitando excessos, mantém hábitos de comprometimento com outros e consigo mesmos, especialmente por manterem uma consciência e um dever ao divino.

Mas a religiosidade não têm necessariamente a ver com a fé. Pode parecer estranho para alguns esta frase, mas Jacques Ellul, define a crença como aquilo que podemos professar, porém, a fé, embora a Bíblia traga uma definição sobre a mesma (Hebreus 1:1 e 6), não pode ser claramente definida. Uma crença pode ser revisada pois geralmente trata-se do entendimento de uma pessoa ou de um grupo sobre determinada ideia, mas a fé, esta é pessoal e intransferível, embora possa ser alimentada e estimulada por outros, inclusive, esta é uma das funções da igreja.

O grande mal que vivenciamos é que a maioria dos religiosos se preocupam mais em viver suas crenças que viver pela fé. Os religiosos se comprometem em propagar suas crenças, mas a maioria não tem sequer fé, e nunca nem mesmo experimentou o que é isso. Sabendo disso, é fácil notar que nem todo religioso vai viver mais ou ser mais feliz. Nunca se viu tanto se falar em Deus (que o diga as discursões políticas no Brasil), religiosos temos muitos, mas no fim de tudo, Jesus pergunta: acharei fé na terra (Lucas 18:8)? Ainda que você deseje fazer parte de uma vertente religiosa, seja ela qual for, anele mais por fazer parte da família de Deus, e estes são os que tem fé, e não uma crença (Hebreus 1:1 e 6; Apocalipse 12:14).

Como posso ter fé?

Referências:

https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-da-fe/ (acessado em 26 de agosto de 2021).

https://www.baciadasalmas.com/minha-fe-nao-e-aquilo-em-que-acredito/ (acessado em 26 de agosto de 2021).

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