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São inspirações para sermões, conselhos, mensagens, respostas para dúvidas e por aí vai... Divirta-se. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê." - Monteiro Lobato.
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25 de fevereiro de 2014

DEUS É MEU PSICÓLOGO

"E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas." Mateus 7:28 e 29

Um dia lendo a Lição da Escola Sabatina (se você não tem o costume de estudar, sugiro que o faça, o mais rápido possível) de 10 de fevereiro de 2014, me deparei com uma história antiga, mas que nesse dia me fez pensar no amor e no poder de Deus.
João 8:1-11 descreve a história de uma mulher que fora apanhado em flagrante adultério e pelas leis judaicas, ela deveria ser apedrejada. Nesta época, Jesus estava trabalhando em seu ministério salvífico e algumas pessoas da cúpula da igreja da época, detestavam o trabalho de Jesus, porque todo mundo admirava Jesus, enquanto aborreciam a conduta dos líderes da igreja.
Os líderes da igreja estudavam muito a Bíblia para procurarem coisas sobre a vontade de Deus, e sempre traziam ideias de que Deus era muito rígido com tudo, não admitia erro, todos deveriam andar na linha, se não tinham que morrer. Mas Jesus, usando a mesma Bíblia, mostrava que na verdade, Deus não era assim, Ele amava a todos incondicionalmente, e com esse discurso, as pessoas desprezadas da sociedade, sentiam-se amadas por Deus, mas o grande diferencial de Jesus é que ele falava o que era certo e fazia o que falava, enquanto os líderes da igreja falavam o que era certo mas faziam um monte de coisas erradas, por exemplo, muitos deles falavam que era errado adulterar, mas todo mundo sabia que às escondidas, ele ia ter relacionamentos ilícitos com mulheres, e naquela época, praticamente todo mundo se conhecia na cidade, as notícias se espalhavam rápido, mas quem iria acusar o líder, sabendo que ele mesmo é que corria o risco de morrer caso não conseguisse provas ou testemunhas?
Jesus não só falava de amor como demonstrava amor pelas pessoas, ao mesmo tempo que fazia tudo certo. Isso deixava os líderes da igreja com muita raiva porque eles queriam achar um erro em Jesus para poder acusa-lo de falsidade. Mas não conseguiam de jeito nenhum. Tentavam de um lado, tentavam de outro e nada! E eles procuravam acusar Jesus através da Bíblia. Já pensou?! Usar a Bíblia para ficar encontrando erros nas outras pessoas... A Bíblia serve como um referencial para mim mesmo, ela deve apontar os meus erros para que eu mude, não para ficar acusando um outro por aí! Por isso um dia Jesus disse para eles: Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho para poder enxergar o cisco no olho do outro (Mateus 7:5), ou seja, use a Bíblia para te tornar uma pessoa melhor, não para ficar acusando as pessoas, porque quando você usa a Bíblia para este fim, o seu erro é maior do que o do outro.
Por essa e muitas outras os líderes da igreja ficavam cada vez mais irados contra Jesus, porque Jesus ficava “tirando eles de tempo” na frente de todo mundo e eles, que eram acostumados a “tirar todo mundo de tempo” não conseguiam fazer isso com Jesus. Em toda discursão contra Jesus eles perdiam feio. Então um dia tiveram um plano, para eles era o plano perfeito. Naquela época, o império romano começou a dominar os judeus, e como era Roma que mandava em tudo, haviam ordens claras de que era proibido executar pessoas publicamente como os judeus costumavam fazer por suas leis civis que estavam ligadas às leis religiosas, por serem quase uma nação teocrática, onde é Deus ou a religião que dita as leis do povo. Então, pela lei de Moisés, eles deveriam matar quem cometesse adultério, mas pelas leis de Roma, não podia. Então eles planejaram pegar uma pessoa adúltera em flagrante levar até Jesus e colocar o caso nas mãos de Jesus. Se Jesus não concordasse em matar a pessoa, eles o acusariam de não ser fiel à lei de Moisés, e dessa forma, sua pregação perderia força. Mas se ele concordasse em matar a pessoa, eles incentivariam a multidão (que sempre quer fazer justiça com as próprias mãos) a matar a pessoa e assim, quando a polícia romana chegasse, entregarem Jesus para ser preso como culpado pelo crime bárbaro.

18 de fevereiro de 2014

EM DEFESA DOS FRACOS E OPRIMIDOS! 2

"Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam". Isaías 64:6

         Temos então a vingança de um crime com outros crimes. Não sou jurista, embora goste muito da área de direito, por isso, podem haver erros nas minhas aplicações, mas como exemplos, quebram um galho: se aplicássemos esta história ao nosso Código Penal Brasileiro, temos um estupro contra vários latrocínios (roubos seguidos de morte, embora eles tenham matado e depois roubado, não sei se seria o mesmo crime...), vários homicídios qualificados e mais o crime de levarem as mulheres e crianças cativas, possivelmente para fazê-las de escravas. Mas tudo isso em nome da justiça!
         Essa é mais uma das histórias mais cabeludas da Bíblia, mais uma história com uma narrativa pesada, mas repleta de lições para nós. Sobre Siquém, acredito que ninguém tem dúvida sobre o erro que ele cometeu, já até falamos sobre isso aqui na postagem de 1º de outubro de 2013. Mas outro grande erro que vejo foi o de não assumir a responsabilidade, ao ver a besteira que cometeu, correu para o pai para pedir que o pai resolvesse para ele e lhe desse o que ele queria. Como é que um homem gosta de uma menina, comete a maior besteira com ela e depois vai pedir para o pai resolver, claro, o pai tinha condições financeiras, influência... me parece que ele estava muito acostumado a ter tudo o que queria, o pai não o soube educar. É ainda criança que as pessoas devem ser ensinadas a aprender que no mundo, não se pode ter tudo o que se quer, principalmente no que diz respeito à invadir a privacidade de outras pessoas. Siquém parecia não ter limites, estava acostumado a fazer besteira e o pai concertar, me parece isso não só pela atitude dele como pela atitude de Hamor também. Hamor, pelos relatos, não se desculpou e nem expôs o filho às consequências de seus atos em nenhum momento, pelo contrário, ofereceu mundos e fundos para concertar o erro. Indenizações nunca tirarão as marcas da mente de uma pessoa que foi vítima de violência sexual. Certa vez ouvi algo de uma mulher que havia sido vítima deste crime que acredito que nunca sairá da minha cabeça, e sinceramente, aumentou mais ainda a minha revolta contra esse tipo de criminoso. Ela era uma jovem bonita, um dia foi sequestrada e no cativeiro sofreu esse abuso. Um dia a polícia a salvou do cativeiro e a partir de então, ela não foi mais a mesma, engordou, não conseguiu mais se cuidar direito e se recuperar, passou a viver sob medicamentos e dizia que o que mais a fazia estar naquela situação era o fato de se sentir culpada, embora tivesse consciência de que foi vítima, sentia-se culpada por ter dado prazer à uma pessoa que ela não gostava.
         De todo modo, os irmãos de Diná fizeram o que muita (mas muita) gente mesmo gostaria de fazer com certo tipo de gente, que vive cometendo crimes desses e de outros mais. Fizeram justiça com as próprias mãos para ensinar uma lição aos que tentassem violar mais alguma mulher da família deles. Bem a lição não serviu porque mais pra frente, na história do povo de Israel, descendentes deles, encontramos mais casos desses, e o pior, no próprio povo, ou seja, na própria família. Ao Senhor pertence a vingança (Deuteronômio 32:35), será que os filhos de Jacó não sabiam disso? Freud diria que isso é uma forma de tentar fazer com que as pessoas controlem seus impulsos naturais. A Bíblia diz que essa é a melhor forma de não fazer besteira tentando concertar outra, e ainda acrescenta que só Deus é justo (Deuteronômio 32:4; Jó 4:17; Eclesiastes 7:20), não há homem justo nessa terra, então, por mais que queiramos fazer a justiça por nós mesmos, acabamos sendo injustos. Ferimos quem não tem nada a ver com a história, decepcionamos até mesmo a quem desejávamos honrar.
            Diná casou-se com o homem que a violentou, mas o que teria sido pior na vida dela, viver alguns dias na companhia de um criminoso arrependido ou viver o resto da vida na companhia de seus irmãos criminosos? Geralmente, não ouvimos casos de que o estuprador tenha se casado com a pessoa que ele se casou, arrependido do mal que cometeu, geralmente as histórias são revoltantes mesmo. Mas Siquém, pelo que tudo indica (até porque ele nem teve tempo de provar o contrário) se arrependeu de ter cometido o que cometeu, por isso, há quem diga que os irmãos de Diná foram mais maus com ela do que o próprio Siquém, pois por mais que ele tenha feito mal à ela, ele ao menos aparentou tentar fazê-la feliz em compensação ao mal que cometera com ela. Até que ponto isso pode ser verdade eu não sei, não há relatos do que Diná pensou ou quis a não ser o de conhecer algumas pessoas daquela terra. Depois, em nome da honra dela, vários homens tomaram as decisões por ela, só que não me parece que alguém tenha consultado a Deus. E o que aconteceu? Justiça à Diná? Acho que não...

11 de fevereiro de 2014

EM DEFESA DOS FRACOS E OPRIMIDOS!

"Veio, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram aos homens da sua cidade, dizendo: Estes homens são pacíficos conosco; portanto habitarão nesta terra, e negociarão nela; eis que a terra é larga de espaço para eles; tomaremos nós as suas filhas por mulheres, e lhes daremos as nossas filhas. Nisto, porém, consentirão aqueles homens, em habitar conosco, para que sejamos um povo, se todo o homem entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados". Gênesis 34:20-22

         O estupro hoje é considerado crime hediondo. É de se impressionar o número de estupros que ocorrem em todos os lugares em um mundo que se diz em desenvolvimento. Contradiz o que os evolucionistas pregam, porque não é de hoje que este crime é considerado vil, em qualquer período da história, em qualquer lugar do mundo que se tem registro, o estupro é visto com nojo. Hoje se ouve falar em casos onde homens abusam de mulheres e crianças e até mesmo de outros homens, mas geralmente este tipo de crime é praticado às escuras, porém em praticamente todos os registros de tempos de guerra, o estupro é um dos lazeres dos soldados que se aproveitam das pessoas mais vulneráveis. Ora, não estamos “evoluindo” como podemos continuar a reproduzir tal ato em nossas sociedades? A Bíblia tem uma teoria melhor: estamos é nos degradando, passo a passo.
         Se uma notícia de estupro choca qualquer ouvinte, quem dirá um membro da família saber que uma das mulheres da família sofreu tal abuso. Esta notícia certa vez soou aos ouvidos da família de Jacó. Diná, sua filha um dia saiu para passear pela terra em que eles agora estavam morando. Um rapaz chamado Siquém a viu por ali, se sentiu atraído por ela e se achou no direito de violá-la. Fez o que quis com a jovem mas acabou se apaixonando por ela. Pediu então a seu pai que falasse com Jacó para conseguir se casar com ela. E Hamor foi falar com Jacó.
         Com certeza não foi fácil para Jacó receber a notícia do que havia acontecido com sua filha, mas para os irmãos de Diná a notícia soou mais tenebrosa ainda. Eles estavam trabalhando quando receberam a notícia e assim que souberam, foram correndo para ver o que poderiam fazer. Quando chegaram em casa, o pai do estuprador estava conversando com o pai da irmã deles, pedindo para que Jacó concedesse a mão de sua filha ao filho sem-vergonha dele. Hamor era um príncipe, um cara muito importante na cidade, com sua influência, propôs que em troca, os filhos de Jacó poderiam se casar com as meninas da cidade, vice-versa, todo mundo seria uma família feliz e acabou a história, e ainda tinha mais, o valor que eles pedissem de dote por Diná ele pagaria.
            Jacó não tomou uma providência, mas os filhos dele logo pensaram numa estratégia para se vingar, como diz a gíria: “jogaram o caô” no pai deles pedindo para que o pessoal da cidade fosse circuncidado e o pai concordou. E Hamor voltou todo feliz para a cidade com a boa notícia e uma boa impressão daquela família... “que família cristã, sabem o que é perdoar”. Fato é que aquela era a estratégia perfeita para os irmãos vingarem-se do que Siquém havia feito com sua irmã, enfraqueceram os homens da cidade e no momento em que estavam mais vulneráveis os irmãos de Diná entraram na cidade e mataram um por um. Fizeram uma chacina, carnificina mesmo, ainda roubaram tudo o que havia na cidade e no campo, bem como as mulheres e crianças. Mataram o cunhado e trouxeram sua irmã de volta. Sentiram-se “os heróis da honra” bancando os justiceiros baratos.

4 de fevereiro de 2014

PARA QUÊ RECLAMAR? 2

   "Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado." Números 20: 11 e 12

Conhecendo a história toda, é fácil acreditar em Moisés, mas e hoje, quem são os homens e mulheres de Deus? Será que eles têm que fazer tudo isso para acreditarmos em suas mensagens? E como saber que são de Deus? Bem as respostas para essas perguntas não são o tema desta postagem mas se você tiver dúvidas quanto a isso, é só comentar aí embaixo que teremos prazer em responder. Mas é intrigante pensar que por mais que o povo conhecesse o mínimo do Deus de Abraão, Isaque e Jacó, seus pais, eles não tinham fé suficiente para confiar que esse Deus fosse tão poderoso como os deuses do Egito, afinal, eles eram escravos dos egípcios, não é? E naquela época, considerava-se mais forte o deus do povo que prevalecia sobre os outros povos. O Egito era o bam bam bam dos impérios naquela época. Deus permitiu que o coração de Faraó fosse endurecido não só para mostrar aos egípcios que Ele era mais poderoso mas principalmente, para mostrar ao povo hebreu que nEle, eles podiam confiar, porque se confiassem, nada poderia ser empecilho para impedi-los de chegar onde deveriam.
Muitas vezes pensamos que eles não confiavam muito em Deus com tantas provas que Deus deu para eles, mas e nós? E você? Confia em Deus da forma que deveria? E olhe que é muito mais fácil confiar nEle hoje que naquela época! Assim como os hebreus ficaram desconfiados do homem de Deus, hoje ainda desconfiamos não só dos homens e mulheres que Deus colocou nesta terra para o avanço de Sua obra, como não confiamos muitas vezes na própria palavra de Deus: a Bíblia. Há pessoas que se dizem cristãs, que não acreditam na criação literal do mundo em seis dias, ou em tantos outros milagres e promessas descritos na Bíblia!
O povo reclamou quando Moisés conversou com Faraó e viram que Faraó não os queria libertar, preferiam que Moisés não tivesse aparecido e assim trazido mais pesar sobre eles, reclamaram quando se viram presos entre o mar e o exército egípcio, reclamaram por falta de comida, reclamaram por falta de água, reclamaram porque um dia um grupo achou que Moisés e Arão estavam enganando todo mundo e queriam ser os reis do pedaço, reclamaram porque no deserto não tinha frutas, reclamavam porque as vezes haviam certos desentendimentos, reclamavam de praticamente tudo! E se você ler os relatos em Êxodo e Números, verá que todas as vezes que eles reclamavam eles faziam o mesmo teatro: “ah, quem dera nós tivéssemos morrido no Egito”, “ah, quem dera a gente voltasse para o Egito”... tudo se resumia a preferir morrer ou voltar ao Egito.
Mas o que me impressiona, é que todas as vezes em que o povo reclamou, Deus deu uma solução, solução que as vezes não era das melhores, de fato, mas para amenizar o sofrimento momentâneo, tanto é que Ele foi providenciando as coisas durante quarenta anos até eles chegarem em Canaã. A propósito, sabe porque o povo passou quarenta anos andando pelo deserto? Números 14:33: por causa das murmurações, reclamações. Deus viu que a geração mais velha seria uma má influência para as mais novas, pois aquela geração não tinha fé suficiente em Deus. Por causa das reclamações, o povo conseguiu acabar com o sonho de Moisés. O coitado sonhava em chegar na terra prometida, saiu com uns oitenta anos do Egito com o povo, andou mais quarenta, só sonhando em desfrutar da aposentadoria... mas o povo não aprendia. Eles nunca chegavam em Moisés para falar que estavam com o problema e pediam para que ele intercedesse pelo povo. Não, eles já chegavam era “na voadora”, reclamando que Moisés os tinha tirado de suas casas, do conforto, para leva-los para morrer no deserto daquele que era o problema no momento. Aí Moisés irritado, desobedeceu a Deus e ficou de fora de Canaã (Números 20: 11 e 12). Viu só o que a reclamação faz? Atrapalha a nossa vida e a dos outros...
O tempo em que minha família e eu esperávamos viver nas casas dos outros foi se estendendo e parecia não ter fim, até que pela fé e só por Deus mesmo, conseguimos nosso canto. No começo ainda tínhamos o coração um pouco lá onde morávamos, mas aos poucos fomos nos adaptando a nova realidade, descobrindo os planos que Deus tinha para conosco e começando a deixa-Lo trabalhar com mais liberdade. Enfim, hoje achamos que ainda não chegamos em Canaã, mas sentimos que nosso deserto já não é mais tão deserto.
E quantas vezes não nos pegamos reclamando das coisas, não é? Logo nós, que somos israelitas? A reclamação vem da falta de fé. Se você conhece uma pessoa que se diz cristã e vive reclamando, das pessoas e das circunstâncias, saiba que esta pessoa não tem fé em Deus. Ela bem que poderia chegar em Canaã mais cedo, mas devido as reclamações, Deus vai prolongando os dias no deserto para ver se ela aprende a confiar em Deus e parar de reclamar. Muitas vezes, como os hebreus, nós não temos muitas razões para confiar em Deus racionalmente, aparecem desafios para resolvermos rapidamente, é difícil, mas Deus sempre que preciso, nos dará demonstrações de Seu poder para garantir que está ao nosso lado, e que se confiarmos nEle, vamos chegar rapidinho em Canaã. Que tal parar de reclamar e confiar em Deus?

30 de janeiro de 2014

PARA QUÊ RECLAMAR?

"E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto". Números 14:33

         Minha infância, adolescência e início da juventude foram vividos em um lugar bem simples chamado Jardim Planalto, na cidade de Luziânia-GO. Através de uma brincadeira que ouvi quando ainda criança, criei a minha própria e digo que lá por aquela região há muitos “jardins” (muitos bairros tem a palavra jardim no nome), porém, em lugar de se ver flores, é possível ver muito mato e poeira. Mesmo com todos os seus problemas, eu gostava muito daquele lugar e até sonhava em continuar toda a minha vida por lá mesmo. Apesar de nunca ter sido assaltado por lá, por várias vezes ladrões entraram em minha casa e roubaram coisas que minha mãe adquiria com labor. E em um lugar como naquela cidade, pouco se pode usufruir dos bens que se conquista com trabalho, porque os ladrões logo as roubam, ou a simples ameaça da insegurança já provoca o desconforto. Chegamos a ter nossa casa roubada por quatro anos consecutivos, depois de uma trégua, os ladrões voltaram a atacar e em quinze dias entraram em nossa residência. Da última vez, estávamos dormindo quando tentaram entrar em casa, mas graças a Deus não conseguiram e então decidimos sair dali, já tornara-se insuportável conviver naquela situação. Daquele dia para frente, enfrentaríamos (minha família e eu) uma longa caminhada pelo deserto em busca de um lugar para morar, fomos para casas de parentes e não perdemos a esperança de que iríamos conseguir nos equilibrar um dia.
         Acho que todos que leem as histórias da peregrinação dos israelitas no deserto ficam pensando como aquele povo podia ser tão mal agradecido. Mas pare para pensar um pouco se você estivesse no lugar deles, de que forma você agiria? Todos do povo tinham sangue hebreu, porém eram egípcios de nascença, pois haviam nascido na terra do Egito. Nasceram, foram criados, cresceram e tudo que puderam conquistar, eles conquistaram no Egito. Trabalho, escola, família, até a religião já estava egipcializada, se é que posso dizer isso. Toda a vida da maioria ali foi passada no Egito. Só tinha um detalhe: eles eram escravos. Mas haviam nascido escravos e embora sonhassem em um dia não mais serem escravos, muito provavelmente faziam seus planos pensando que morreriam escravos.
De repente, surge um homem de oitenta anos de idade (Êxodo 7:7) dizendo que vai libertar a galera da escravidão. Ali surgiu um raio de esperança. Finalmente o povo hebreu teria uma identidade! Imagine-se lá. Você é escrav@, e aparece essa pessoa dizendo que veio da parte de Deus, etc. e tal e que veio para libertar você e sua família da escravidão. A sensação que você sentiria lá seria provavelmente a mesma sensação de uma pessoa idosa bater na porta da sua casa e dizer para sua família que Deus a mandou ali para livrar você e sua família das garras do governo. O Governo Federal não vai mais cobrar impostos seus, é uma ideia anarquista, mas Moisés ali para o povo estava sendo como um líder anarquista. Como você se sentiria nessa situação? Bem, uma mistura de felicidade e dúvida ao mesmo tempo, será que é uma boa ideia confiar nesta pessoa?
Aí ele diz que vai falar com o Faraó. Na primeira conversa o Faraó já se irrita e manda o trabalho ficar mais pesado e requer a mesma produção do povo, para ele, se o povo está com essas ideias, é porque são vagabundos (Êxodo 5:17). É como se aquele cara que falou com vocês fosse na Presidente Dilma e falasse para liberar vocês dos impostos e ela com raiva da ideia mandasse dobrar os impostos para vocês e com o salário sendo o mesmo, como você se sentiria? Depois de um banho de água fria desse, já era de se esperar que o pessoal ficasse com raiva de Moisés.
Mas ele falou com o povo, pediu mais um tempo e voltou a conversar com o Faraó. Daí em diante começa uma sucessão de acontecimentos assombrosos... o velhinho faz seu cajado se transformar em uma serpente, depois faz com que as águas do rio Nilo se transformem em sangue, depois faz uma peste de rãs invadirem a cidade, depois é piolho atacando a galera, depois o país fica infestado de moscas, depois os animais morrem, depois o povo e os animais são atacado por úlceras, depois chove pedra, depois são atacados por gafanhotos, depois uma escuridão atinge o Egito e por fim os primogênitos morrem, mas em nenhuma dessas pragas algum hebreu é atingido. Imagine se aquele velhinho que apareceu na sua casa prometendo aquelas coisas fizesse isso no Brasil, em qual dessas pragas você teria a certeza de que ele era um homem de Deus?

9 de janeiro de 2014

VOCÊ JÁ VIU?

"E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou." João 2:15-17

         Imagine-se em uma vida perfeita, antes de continuar lendo, pense. O que você teria nesta vida perfeita? E o que você não teria? Deixe-me te ajudar a imaginar uma vida perfeita... Você teria liberdade, o que é ser livre para você? Você pensou só em você ou em mais pessoas, porque uma vida perfeita não é perfeita sem outras pessoas, então imagino que você pensou em outras pessoas, e como em uma vida perfeita não há egoísmo, você deve ter pensado em você, nas pessoas que você gosta e em pessoas que você nem sabe quem são, você pensaria em uma sociedade, perfeita, com amor, respeito, todos em favor do bem comum (o mesmo bem como pensamento, compartilhado por todos)... Está ficando complicado? Então vamos pensar no que não ter nessa vida perfeita: celulares, computadores, televisões, automóveis... não é mesmo? Imagine-se em uma vida que você não tem nada disso, que maravilha! Liberdade! Pois é, isso é o céu. Agora vem a pergunta: com tudo isso, o céu te parece ainda um ambiente agradável ou não?
         Gerações são marcadas por acontecimentos que direta ou indiretamente, afetam a fase de desenvolvimento dessas pessoas nascidas naquele determinado tempo. Em média, a cada cinco anos, temos uma geração, não segundo a Bíblia, mas segundo nossa sociedade. Isso nunca foi assim antes, na verdade, nas últimas décadas entramos na era da informática, a era digital. Eu sou da geração que viu o celular ainda quando criança, meus primos viram já na adolescência, nossos pais vieram ter acesso à essa tecnologia já na casa dos trinta para quarenta anos, isso muda completamente a adolescência deles para a minha e dos da minha época. Qual a diferença dessas três gerações enquanto seres humanos? Nenhuma, nenhum de nós deixou de ser menos ser humano por causa dessas diferenças, e ninguém torna-se melhor do que o outro. Mas temos a tendência, muitas vezes de achar que sabemos mais que as gerações mais antigas, porque temos mais conhecimento. Sim, de fato, temos muito mais conhecimento que as gerações mais antigas, porque temos muito mais acesso à informação do que eles tiveram em nossa idade, hoje, podemos saber o que quisermos sobre o outro lado do mundo em tempo real. Mas o que adianta ter todo esse conhecimento se não tivermos sabedoria? Agora, em questão de sabedoria, as gerações mais antigas sempre estiveram à frente... por quê? Porque a sabedoria vem pelo refletir, pensar e meditar no que se passa, a fim de tomar novos rumos, se preciso, ou continuar no que é certo.
         Hoje temos muita informação, mas pouco conhecimento, temos tanta informação que não temos tempo de parar para pensar sobre ela, porque uma vez que colocamos uma informação na cabeça, logo queremos outra e assim sucessivamente. Outro dia ouvi uma conversa entre colegas, fiquei com tanta vontade de me intrometer. A conversa era uma bagunça, se os de mais idade ouvissem ficariam de cabelo em pé. Uma menina e dois meninos, na faculdade, conversavam sobre filhos, opção sexual, casamento, etc. A menina dizia que queria ter um filho por inseminação artificial de me parece que um primo ou amigo dela. Falavam sobre a liberdade sexual uma ideologia tremenda. Mas o cume, foi quando ela disse o nome que daria à seu filho, não falarei para preservar a identidade dessas pessoas, mas os amigos começaram a criticar este nome por ser um alvo fácil para bullyng. Ela ficou séria e disse algo muito profundo: “daqui a vinte anos não haverá mais isso”! Ela tentou argumentar dizendo que daqui a vinte anos, todas essas diferenças sobre as quais hoje se luta, não haverão mais... Eu fiquei com tanta vontade de entrar na conversa nessa hora que você não faz ideia, queria só dizer: “justamente, assim como depois da primeira guerra mundial, o mundo percebeu que não era uma coisa boa guerrear, né?!” Universitários, cheios de conhecimento, mas sem sabedoria...
         Você já deve ter ouvido a frase: “você já viu”? É uma frase simples, mas geralmente é utilizada para coisas que não tem nenhuma utilidade. Mas vivemos em um mundo com tanta coisa que parece que tudo é importante, um vídeo na internet, uma música, um programa de televisão, um aplicativo, um site, uma rede social, um e-mail... você sabia que muita gente morreu sem precisar disso? Não serei tão ignorante a ponto de dizer que você não precisa de muitas dessas coisas que mencionei, mas garanto que mais da metade do que você já fez, viu, ouviu e sentiu dessas coisas é desnecessária? Viveríamos muito bem (para não dizer “melhor”) sem isso, mas insistimos em pensar que além de vermos várias vezes, os outros têm que ver também... é a soberba da vida nos seduzindo... nos fazendo amá-la. Temos a mesma vontade de falar do amor de Deus aos nossos amigos que a vontade que temos de mostrar uma piada, um vídeo, uma música, uma foto, etc, para eles? O que tem ocupado o nosso coração? Perdemos horas em frente ao Facebook, mas não conseguimos perder essas mesmas horas lendo a Bíblia, orando e meditando em Jesus, em Sua lei, em Sua vida, assim como o salmista dizia. Sabe porque chamamos os que viveram no passado de heróis? Porque eles meditavam, não perdiam o tempo que nós perdemos com coisas fúteis.
Conclusão

         É claro que eles podiam sim, perder muitas tempo, mas como nós, impossível, nós perdemos semanas! Calcule a média de tempo que você gasta por dia perdendo tempo, multiplique pelos números de dias, de semanas, de meses, anos... e veja em cada um desses quanto tempo desperdiçado... o tempo é um dos talentos que Deus nos confiou, como prestaremos conta no dia final? Satanás encontrou um meio de nos deixar distraídos enquanto ele trabalha, por isso, o evangelho de satanás ganha vantagem frente ao evangelho de Deus, evangelho este que nós deveríamos estar pregando, mas estamos ocupados demais perdendo tempo, não é mesmo? E ainda achamos que estamos avançando, progredindo. Deus tenha misericórdia de nós e nos desperte!

2 de janeiro de 2014

BUSQUEMOS O AMOR

"[o amor] não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade."
1 Coríntios 13:6

          Um dia ouvi uma história que me impressionou bastante. Um grande artista certa vez foi convidado para ir ver umas obras de algumas pessoas menos cuidadosas com a arte. Ele se recusou a ir, pois não queria rebaixar o seu olhar para tais imagens. Tive uma professora que também gostava das imagens e esculturas muito bem feitas e se havia uma imagem mal feita, ela inclusive se recusava a olhar por muito tempo, pedia para tirar da sua frente. Atitudes que parecem ser esnobes, mas na verdade, essas pessoas não queriam perder seu tempo com coisas feias. O que procurar ali? Algo bom? Ok, há muitas coisas boas em imagens mais belas, para quê procurar o que é belo no feio? E feio aqui se refere à algo mal feito.
          Hoje cedo eu assisti a um vídeo do Cid Moreira no programa Altas Horas. Fiquei impressionado com o que ouvi, porque geralmente, na televisão, nós só vemos besteira, até se você assiste jornal, pode notar que o que é importante mesmo para o nosso desenvolvimento, como pessoas, cidadãos e nação, não é tratado com a devida importância, que seria política, educação, cultura, economia... Isso é pouco explorado, quem é que sabe algo relevante sobre isso? A televisão explora muito o horror, a violência, a falta de respeito, e pra quê? Ela traz a desculpa de que é para vermos e querermos uma sociedade melhor, que é para vermos e reprovarmos certas atitudes, mas apesar de até criar sentimento de revolta em algumas pessoas, para que serve além disso? Sentimentos sem atitude não valem de nada.
          Mas o que o Cid Moreira falou me fez pensar bastante em como nossa vida precisa mais daquilo. Na televisão há muita vezes, discursos, debates, tudo recheado de filosofia, todos tentando achar algo novo para falar, fazer as pessoas pensarem mais, mas pra quê? Tudo o que nós precisamos já foi pensado, nós estamos precisando mesmo é começar a por em prática o que conhecemos. Ele recitou 1 Coríntios 13, que talvez você até já saiba que é o capítulo sobre o amor.
        Quantas qualidades ali?! Eu assistia o vídeo e observava as pessoas que ali o escutavam e pensava: quantas dessas pessoas, talvez, nunca ouviram ou pararam para pensar nessas palavras. Haviam cantores ali, que certamente em suas músicas já exploraram bastante o amor em suas letras, mas em que isso auxiliou pessoas que precisaram de amor um dia? Muitas letras pregam o amor como sendo algo passageiro, eterno (enquanto dure), selecionado (eu escolho quem, quando e onde amar). Mas é um "amor" egoísta, que eu decido amar o que ou quem me der o que eu desejo, se não, eu não amo. Justamente em contradição com o texto bíblico que diz que o amor não é egoísta.
          Mas o que mais me chamou a atenção foi quando ele disse que o amor não se alegra quando vê algo errado, mas se alegra quando vê algo certo. Pensei na sociedade, pensei em várias pessoas, pensei em mim. Quantas vezes não caímos em gargalhadas ao ver o que é errado? Violência, falta de respeito, egoísmo, tudo isso é o recheio e a cobertura do que gostamos de ver na televisão, de ouvir nas músicas, de ver nos vídeos do YouTube ou mesmo nas postagens do Facebook. Estamos nos distanciando do amor, cada vez mais e a Bíblia diz que aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (1 João 4:8). Que nesse novo ano, antes de buscarmos nos alegrar com o erro, buscarmos nossos desejos egoístas, e tudo mais que é totalmente contrário ao amor, que busquemos amar incondicionalmente (como Cristo nos amou), que busquemos ser amáveis. Acho que assim, teremos um mundo melhor, seremos pessoas melhores. Feliz ano novo.