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Aqui você irá encontrar pensamentos meus acerca da Bíblia, livro que amo e reconheço como divinamente inspirado.
São inspirações para sermões, conselhos, mensagens, respostas para dúvidas e por aí vai... Divirta-se. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê." - Monteiro Lobato.
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19 de julho de 2012

DEUS E SEUS SENTIMENTOS (2): DEUS SE ESQUECE?

"Por ventura pode uma mulher esquecer-se do seu filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho de seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não me esquecerei de ti." Isaías 49:15

Você já imaginou Deus se esquecendo de alguém ou de algo que Ele criou? Parece estranho imaginar Deus se esquecendo de alguma coisa, mas ao mesmo tempo, é estranho imaginar como Deus consegue ver e saber tudo o que existe e o que acontece o tempo todo, isso porque não conseguimos fazer isso, e mais uma vez nos comparamos com Deus...
No filme “O Todo Poderoso”, há um diálogo entre Deus e um humano a quem Ele irá conceder seus poderes enquanto tira umas “férias”. O homem pergunta a Deus:
- E Deus tira férias?
- Já ouviu falar na Idade Média? – Responde o Todo Poderoso.
Não é difícil encontrar histórias de pais que se esquecem dos filhos por aí, o esquecimento é algo comum em nossos dias, também com tantas coisas para fazer não é mesmo? Se nós andamos ocupados, quem dirá Deus, que tem de tomar conta da demanda do mundo inteiro... será que todos estes afazeres fazem Deus se esquecer de alguém?
O nosso problema é imaginar Deus como um de nós. Se falamos de um Deus de amor, imaginamos um Deus que ama como nós amamos... em cada uma das experiências que falaremos nesta série precisamos nos lembrar que Deus não é um ser humano, ou seja, precisamos abrir a mente para entender que os sentimentos de Deus, embora nas traduções bíblicas levem o mesmo nome, são bem diferentes dos nossos sentimentos.
Você já pensou em Deus tirando férias? Embora o filme mencionado no início seja uma obra de ficção, ele nos traz uma boa reflexão sobre o que muitas vezes pensamos de Deus. Quando olhamos para a história do mundo, muitas vezes somos tentados a pensar que teorias como a de que Deus criou o mundo e o deixou à própria sorte são verdadeiras, porque tanto sofrimento? Porque tantas coisas ruins? Muitas pessoas chegam a pensar que Deus se esqueceu delas, inclusive na Bíblia, podemos encontrar pessoas pedindo para que Deus se lembre delas e do povo dEle...
“Lembrou-se Deus de Noé...” Gênesis 8:1; “Lembrou-se Deus de Raquel...” Gênesis 30:22; “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança...” Êxodo 2:24. Esses versos podem nos deixar um pouco confusos, pois seguindo uma certa lógica, com duas premissas, podemos chegar à uma conclusão:

P1: Lembrar é algo que acontece quando
      alguém se esquece.
P2: Deus se lembrou
Logo: Deus se esqueceu

Seria esta uma conclusão verdadeira? Somos tentados a pensar que sim, mas analise o seguinte caso. Você tem uma consulta muito importante marcada para depois de amanhã às 15h. Você passa o dia de hoje se lembrando disso, dorme tarde pensando nisso, acorda pensando nisso, passa o dia inteiro se lembrando disso, dorme mais uma vez tarde pensando nisso e ao acordar se prepara desde cedo para a consulta. Pergunto a você: você se lembrou o tempo todo da consulta ou não?
Lembrar tem mais de uma definição que pode ser tanto “trazer à memória”, ou seja, lembrar-se de algo que esquecemos, como “não se esquecer de” neste caso, é pensar constantemente. Uma dessas definições cabe à nós e a outra à Deus e você sabe qual é qual.
Quando Deus diz que se lembra, não é porque Ele se esqueceu, é porque Ele se lembrou o tempo todo, mas esperou o momento certo para agir. Momento certo é um tema para outra discussão, (inclusive falamos sobre isso nas postagens A HORA CERTA DE ALCANÇAR O SONHO de 10 e 12 de Julho) mas vamos ver o exemplo do povo de Israel: pode parecer que Deus havia se esquecido deles e só se lembrou quando ouviu o gemido do povo, mas isso não é verdade. Na verdade, Deus já havia dito para Abrão na época, que os descendentes dele seriam peregrinos em terra estranha e escravos por quatrocentos anos. Imagino que Deus esperou ansioso por quatrocentos anos para libertar o povo.
Antes de você pensar que Deus se esqueceu de você, lembre-se que Ele nunca se esquece de nada. Ele apenas espera o momento certo para fazer as coisas e com toda certeza, fará em nossas vidas. Não sei por quê o povo de Israel teve que ficar quatrocentos anos como escravos, mas dá a entender que eles suportaram a escravidão por esse tempo todo, e quando começaram a se cansar de sua condição foi que demonstraram de fato o julgo que estavam carregando. Deus sendo oniciente, alertou à Abrão antes mesmo de cada pessoa daquelas existirem.
O momento certo de Deus agir em sua vida é no momento em que você reconhecer que está escravizado, que a situação em que você está não é a que Ele idealizou à você. A Bíblia nos revela o plano de Deus para nossas vidas, mas enquanto não decidirmos sair da terra em que somos peregrinos, Ele não fará o que quer fazer por nós. Muita coisa Ele já fez, mas muitas coisas ainda fará, se tão somente deixarmos.
Deus não se esquece de nada nem de ninguém. Saiba que Ele também não se esquece da obras que fazemos e separou um dia na história da humanidade em que há de trazer a juízo todas as obras, quer sejam boas, quer sejam más (Eclesiastes 12:14), ou você se esqueceu disso?
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17 de julho de 2012

DEUS E SEUS SENTIMENTOS

Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Malaquias 3:6

     César era um inventor, construía diversos robôs e está trabalhando em um novo projeto. Imagine-o montando o robô, tudo é planejado nos mínimos detalhes, todas as peças são montadas corretamente, a programação é ajustada exaustivamente para que o controle de fato, controle o objeto. Quando está tudo pronto, as pilhas são colocadas, as luzes são acesas e pronto, o robô começa a obedecer os comandos. César fica na maior felicidade, chega até a dormir tarde, ansioso para encontrar sua invenção pela manhã. Chega então o outro dia, as luzes são acesas o inventor na maior expectativa começa a dar os comandos via controle remoto e o robô não obedece a nenhum comando, César, irado, pega um pedaço de pau e bate no robô até quebrá-lo, pega os pedaços, joga-os em um canto e sai. Dias depois, arrumando o seu laboratório encontra o projeto esquecido, revê e percebe que errou em uma coisa, que havia jeito para o robô, corre para onde estão as peças quebradas e recomeça. Quando vai testar o robô então não o obedece novamente. Ele então fica com pena do robô, abraça-o e lhe diz, tudo bem, faça o que você quiser.
     Achou esta história estranha? É difícil justificar as atitudes do inventor. Pela lógica da reação que ele teve ao quebrar o robô, poderíamos dizer que ele tinha um temperamento sanguíneo muito forte, porque para destruir algo que ele demorou tanto para construir... mas ficamos confusos quando vemos a reação dele ao recriar o robô, porque se ele fosse mesmo tão irritado o quanto parece, ele iria destruir por completo o robô, a menos que tenha repensado seus conceitos, tenha mudado e aprendido a ser mais paciente. Eu inventei essa história para ilustrar o que muitas vezes pensamos sobre Deus relacionando-o nos Antigo e Novo Testamentos.
     Muitas vezes, não conseguimos associar a imagem do Deus do Antigo Testamento com o do Novo Testamento. Imaginamos o Deus do Antigo Testamento como sendo um Deus mal: que manda matar, que se esquece das pessoas, que se arrepende do que faz, que dá inúmeras leis e exige a obediência, que endurece o coração das pessoas guiando-as para a morte. O do Novo Testamento parece um Deus bondoso, isso quando pensamos nEle assim, porque na verdade nem sempre pensa no Deus Pai, se vê mais a imagem de Jesus, o que fica acalmando Deus para que Ele não se zangue conosco.
     Qual é a verdadeira imagem de Deus? Ele era antes Deus bravo que se arrependeu das maldades que fez ou nós que não conseguimos visualizar a imagem correta sobre Ele? Sobre isso, iremos tratar nas próximas postagens, mas peço que você já pense bem sobre o assunto.
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12 de julho de 2012

A HORA CERTA DE ALCANÇAR O SONHO 2

“Vendo José que seu pai pusera a mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi-lhe isto desagradável, e tomou a mão de seu pai para mudar a mão da cabeça de Efraim para Manassés. E disse José à seu pai: Não assim, meu pai, pois o primogênito é este; põe a mão direita sobre a cabeça dele. Mas seu pai recusou e disse: eu sei, meu filho, eu o sei...” Gênesis 48:17-19

Primeiramente, para descobrir essa idade, o cálculo é de trás pra frente. Jacó foi apresentado à Faraó com 130 anos (Gênesis 47:8 e 9) nessa data, José já tinha uns 40 porque ele se tornou Governador do Egito com 30 (Gênesis 41:46), passaram-se 7 anos de fartura na terra e depois que entrou os 7 anos de fome (Gênesis 41:29, 30, 53 e 54), muito provavelmente ele reencontrou sua família nos primeiros anos da fome. Então 130-40=90, idade em que Jacó gerou José. Quando Jacó gerou José, ele estava à apenas 20 anos na casa de Labão (Gênesis 30:25 e 41), então 90-20=70, idade em que ele saiu de casa.

Você pode agora ficar preocupad@ com o sonho que Deus tem pra você, muito provavelmente você nem tem planos para esta idade... Mas veja bem, Jacó viveu 147 anos (Gênesis 47:28). O que isso significa?        Que com 70 anos, ele não tinha nem chegado na metade de sua vida. Ôba! Quer dizer que Deus vai te dar suas bênçãos quando você estiver na metade da sua vida? Se você esperar sentado é melhor.

Entenda que para cada pessoa Deus tem um plano diferente: Jacó casou com 77 anos, Isaque, seu pai, casou com 40. José ficou preso injustamente por anos, Abraão e Sara foram ter um filho beirando o primeiro século de suas vidas. Veja, cada pessoa teve suas experiências particulares.

Se Deus quiser revelar à você quando é que Ele te dará a bênção que você quer Ele fará, e muito provavelmente perto deste sonho se realizar, porque quando Ele nos diz com antecedência, somos tentados a parar e ficar esperando. Mas tudo o que acontece em nossas vidas, são nada mais que oportunidades de Deus nos dá para nos aproximarmos do sonho dEle para nós. É por isso que sofremos muito ao tentarmos alcançar nossos sonhos à nossa própria maneira porque as oportunidades que temos são para chegarmos ao sonhos de Deus, não aos nossos sonhos. Buscar a felicidade e a realização por si mesmo é nadar contra a correnteza depois de uma forte chuva.


O sonho de Jacó não era nada fácil: acabar com a tradição de que o mais velho é que recebe a melhor bênção. Ele viveu para isso, desde antes de nascer até ao morrer, foi um ativista nesta causa. Ele não conseguiu acabar com essa tradição, assim como Moisés não conseguiu realizar seu sonho de entrar na terra prometida, para seu bem merecido descanso. Mas Moisés entrou no sonho de Deus e foi para uma terra muito melhor que a terra que ele sonhava e Jacó não conseguiu quebrar a tradição, não no mundo, mas ao menos em sua vida ele conseguiu. Recebeu a bênção que tanto sonhou, e a lição, na história dele e de Moisés é que quando entramos nos sonhos de Deus, Deus nos concede desejos particulares sim, não bem da forma que queremos, mas o suficiente para nos sentirmos realizados.

Moisés queria entrar na terra prometida, Canaã, ele apenas a viu, para ao entrar no céu, depois de sua ressurreição poder comparar que sonho era melhor. Jacó provavelmente queria a bênção do primogênito para ter uma boa parte na herança de seu pai, para poder ter uma vida tranquila, uma boa poupança, muita riqueza e poder dar uma boa vida à seus filhos, mas me diga o que ele deve ter pensado ao descobrir que seu filho era nada mais nada menos que o Governador do Egito? A prosperidade de Jacó na casa de Labão nos mostra que ele não precisava da bênção para ter o que ele queria, mas era isso que ele queria, e Deus lhe deu, também não custava nada...

Talvez você pense que só será feliz se conseguir o que sonha, mas quero te dizer que você não precisa disso para ser feliz, você só precisa do sonho de Deus na sua vida, e quando você se entregar por completo à Ele, Ele talvez te dê o que você tanto sonha, só pra te mostrar que o sonho dEle sempre foi muito melhor para você. Felizes são aqueles que compartilham sonhos com Deus.



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10 de julho de 2012

A HORA CERTA DE ALCANÇAR O SONHO

            “...terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” Êxodo 33:19.

            Você acha que existe uma idade certa de se alcançar um sonho? Normalmente imaginamos o seguinte:
De 0 a 10 anos, podemos ter muitas coisas, brinquedos que depois desta idade já não servem mais...;
Pensamos também que de uns 10 a 20 anos é o tempo de namorar, terminar os estudos, fazer algum curso, entrar na faculdade... quem não consegue isso, muitas vezes tende a frustrar-se;
Dos 20 aos 30 é o tempo de terminar a faculdade, conseguir um bom emprego, se casar, comprar um carro, uma casa... e novamente, depois dessa idade, muitos se preocupam caso não tenham alcançado estas metas;
Dos 30 aos 40 é a hora de já estar com a vida bem estabelecida, podem vir os filhos, com menos preocupações...;
Dos 40 aos 50, nessa linha de raciocínio, a maior parte da vida passa a ser dedicada aos filhos, pensar na aposentadoria...;

Dos 50 aos 60 as preocupações em suprir os filhos diminuem por estes já deverem estar bem independentes e passar mais tempo ainda pensando na aposentadoria e num bom e merecido descanso.

A partir dos 60, muitos começam a sonhar com um novo carro, viagens, uma reforma na casa... e por aí vai, é a hora de gastar o dinheiro que juntou durante a vida, ou se lamentar pelo que não conquistou.

Tão bonitinho é este esquema, não?! Tão desesperador é para quem tem sonhos, vê a idade passar e não os conquista... Talvez você seja uma dessas pessoas, então preste bastante atenção nessa postagem porque você descobrirá coisas fantásticas. Todos nós temos sonhos, por mais pessimistas que estes sejam, nós temos. Ter a consciência de que é preciso ter sonhos é muito importante, mas mais importante ainda é estar ciente de que Deus tem sonhos para cada um de nós.
Sabe por quê muitas pessoas se desesperam ao não conquistarem seus sonhos? Porque estas vivem buscando se enquadrar no plano de vida do mundo (este que especifiquei no início do texto) e não no que Deus desenhou para elas. Isso mesmo, muitas vezes, nós queremos ser iguais aos outros e nos esquecemos de que somos tão especiais para Deus que Ele fez um plano de vida todo especial para cada um de nós. Aí vivemos uma vida lutando com Deus, mas não como Jacó lutou (para Deus realizar Seu plano na vida dele), lutamos para Deus não fazer o que Ele quer em nós. Que perigo! Os resultados eu não vou descrever porque você conhece exemplos perto de você, pense em quantas pessoas frustradas você conhece, talvez uma delas seja você mesmo que está lendo esta postagem.
Mas existe solução, aliás, para Deus não existe o termo “tarde demais”. Podemos aprender isso com o exemplo de Jacó. Este personagem me ensinou muito e com certeza irá te ensinar muitas coisas também. Leia em espírito de oração pra que você entenda as coisas concretas e abstratas que esta história nos ensina.
Primeiramente, com quantos anos Jacó saiu da casa de seus pais? Talvez você imagine um homem de uns trinta ou quarenta anos, mas ficará surpres@ ao pensar que ele tinha cerca de setenta anos de idade. Você já imaginou sair da casa de seus pais com essa idade ou sustentar um filho até essa idade?
Você deve se perguntar como cheguei à esta conclusão e vou te explicar, um dia fui orar à Deus pedindo Suas bênçãos e pensei em citar o caso de Jacó, então fui estudar a história dele para poder ser mais detalhista; crescimento financeiro, reconhecimento profissional, casar com a mulher dos sonhos, ter uma família com a presença de Deus, filhos prósperos, essas eram algumas das características que eu via na história dele. Mas descobri muitas coisas mais.
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5 de julho de 2012

UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

 "Disse pois Marta ao Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" João 11:21 

A história da ressurreição de Lázaro é bastante conhecida, você deve até sabê-la de cor, mas você já pensou quais lições elas nos traz? Ela nos ensina que precisamos reconhecer a Jesus como Deus, que precisamos retirar o que nos atrapalha de se aproximar dele e que precisamos ajudar as pessoas que estão em sua caminhada rumo ao céu...

Marta, Maria e Lázaro eram amigos de Jesus.  Você conhece bem seus amigos? Depende é claro, de quanto tempo você os conhece não é mesmo? Marte a Maria acreditavam cem por cento no poder de Jesus por isso afirmaram que se Jesus chegasse a tempo, Lázaro não teria morrido, elas conheciam o poder de Jesus, sabiam que Ele podia curar, sabiam que Ele era o Cristo e que era filho de Deus, mas elas não entendiam ainda a Sua divindade. Muitos de nós conhecemos o Jesus curador, o Jesus confortador, pregador, amigo, mas não o Jesus Deus.

Como Deus, Jesus tem o poder da vida em suas mãos, Ele mesmo irá ressuscitar quem morreu esperando sua volta. Sabe que lição isso nos ensina? Que as experiências que nós já vivemos com Jesus ainda não são nada diante do que Ele quer nos mostrar e eu não estou falando sobre o céu, estou falando das coisas que Jesus ainda quer fazer conosco aqui neste mundo, mas precisamos confiar mais, confiar que Ele é Deus. O que está faltando para você confiar plenamente nisso e deixar que Ele te ajude a fazer as coisas que pra você são as mais impossíveis?

Você conhece o poema abaixo de Carlos Drumont de Andrade?

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra
no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.

Pode ser que ele estivesse falando sobre a história de Jesus e Lázaro porque havia uma pedra no caminho entre Jesus e Lázaro que impedia que Jesus visse o estado real em que Lázaro se encontrava, mas pode ser que ele esteja falando, nada mais nada menos que a pedra que se encontra no meio do caminho entre Jesus e você, entre Jesus e eu. Qual é a pedra que tem impedido que Jesus veja esse meu estado de morto? Precisamos retirar a pedra que nos atrapalha de ver Jesus, mas talvez, como diz o poema, nossas retinas já estão tão cansadas que nem enxergamos direito.

Quando Jesus chamou Lázaro, ele se levantou mas estava enfaixado. Quando ressuscitamos, no batismo, não deixamos nossas faixas mortíferas, continuamos com a tendência pecaminosa em nós, mas não podemos ficar assim, Jesus quer que essas faixas caiam de nossa vida, algumas pessoas demoram mais outras menos, algumas faixas são mais grossas outras mais finas, mas ao ressuscitarmos para uma nova vida com Cristo, precisamos deixar de estar como mortos. Você já tirou suas faixas mortíferas? E o que está esperando? As primeiras não somos nós que tiramos, porque nossas mãos estão amarradas, isso é outra lição, mas quando nossas mãos estão livres, precisamos fazer nossa parte. E quando estamos como as mãos livres? Quando conhecemos a vontade de Deus, a partir de então, precisamos obedecer e seguir seus conselhos.

Jesus poderia ter mandado que as faixas caíssem, mas pediu para que as pessoas tirassem as faixas de Lázaro. Muitas pessoas não irão ao céu porque não sabem ajudar os outros a tirarem suas faixas, pelo contrário, fazem é enrolar mais ou apertar mais e matar a pessoa de novo, com fofocas, discórdias, acusações, intrigas, desprezo... não faça isso. Deixe Jesus ser seu Deus, aproxime-se dEle e Ele te levará ao céu.

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2 de julho de 2012

AS VOZES DOS MORTOS

"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamavam com grande voz dizendo: até quando oh Verdadeiro e Santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" Apocalipse 6:10

Provavelmente este texto já te trouxe algumas dúvidas. As mais frequentes são: Que altar é esse? Existe vida após a morte? O que fazem os mortos? Quando morremos vamos para o céu ou para o inferno? Quem são essas almas? E por aí vai. Hoje vamos responder as segunda e terceita perguntas, a última já é respondida pelo verso.

Conta-se uma história de uma senhora que sempre ia à igreja à noite, mesmo sabendo que era perigoso. Para ir à igreja, ela sempre passava em frente de um cemitério e não se preocupava com a periculosidade do lugar que morava e nem com as histórias de mortos que as pessoas contavam. Um dia, ao voltar da igreja, foi abordada por alguns assaltantes que ficavam escondidos por trás do muro do cemitério e já haviam observado a rotina dela, quando eles anunciaram o assalto, ela disse:
     - Podem levar o que quiserem meu mundo não é aqui mesmo!
     Os assaltantes correram em disparada pensando se tratar de uma alma penada... mas ela apenas estava defendendo sua fé.

O assunto da vida após a morte é um tema muito polêmico e causa também espanto, as pessoas tentam especular de todas as formas. Eu não vou especular. Vou dizer o que a Bíblia fala sobre isso e pronto. O que não souber deixarei para quando eu descobrir. Esse texto de Apocalipse fala sobre algumas almas que aparecem debaixo de um altar e clamam à Deus por justiça. Quem são elas, o próprio texto responde: pessoas mortas por causa da palavra de Deus. Isso quer dizer que quem morre pode ir para o céu? Não.

Analise o contexto do capítulo 6. Todo o capítulo é simbólico, isso já nos faz pensar que esta cena dos mortos também é simbólica, ou a Bíblia iria se contradizer? Porque segundo Salmos 115:17, "os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio" e segundo Eclesiastes, no que diz respeito à morte, somos iguais aos demais animais, "os mortos não sabemos de coisa alguma" (Ecl. 3:16-22; 9:5). Como pode ser literal a história de pessoas que desceram à região do silêncio falando? Como essas pessoas mortas aparecem louvando a Deus com expressões: "Verdadeiro, Santo Dominador"? Como elas sabem que estão mortas? Como elas podem reivindicar vingança? Como? Vejamos um exemplo:

Um dia um irmão convidou o outro para passear, ao chegarem no lugar escolhido, longe da vista de todos, o irmão que havia convidado o outro sacou uma arma e matou o próprio irmão mais novo. O irmão mais novo não podia mais fazer nada, mas aquela cena indignou o coração de Deus. E Deus falou ao assassino: "o sangue do teu irmão clama da terra a mim" (Gênesis 4:8 e 9). Se não entendermos que esta forma que Deus usou para falar com Caim era simbólica, temos aqui muito pano pra manga, porque, desde quando sangue fala? Voltando à Apocalipse, desde quando mortos falam?

Essas ilustrações são usadas para mostrar que Deus não se esquece das injustiças que sofremos aqui, ainda que morramos, Ele nos pede para esperar, porque um dia "há de trazer a juízo toda a obra, até o que está encoberto, quer sejam boas quer sejam más" Eclesiastes 12:14. A morte não deve ser motivo de preocupação para quem serve à Deus porque "bem-aventurados são os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... para descansarem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham", Apocalipse 14:13.

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27 de junho de 2012

"SE" CONFESSARMOS...


"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça" 1 João 1:9



     O relaxante passeio de carro pelo vale a apenas algumas horas de distância parecia o início de mais um fim de semana agradável. Como a estrada ficava cada vez mais sinuosa, John desligou o rádio. Assim, se concentrava melhor na direção. Não conseguia prestar atenção nas curvas e na música ao mesmo tempo.
     - John - disse Allison, a namorada. - Quer tomar um cafezinho?
     John sorriu.
     - Não, obrigado, não estou com vontade - respondeu, pensando em como ela era atenciosa...
     Minutos mais tarde, ele percebeu que Allison tinha ficado em silêncio e suspeitou que podia ter feito alguma coisa errada.
     - Está tudo bem, querida?
     Tudo ótimo! - ela disparou.
     Confuso, John perguntou:
     - Então, qual é o problema?
    - Você não podia ter parado? - Ela arfava, irritada. Ao sugerir o café, ela estava indicando que queria um.
     - E eu sou obrigado a ler os seus pensamentos? - ele perguntou com ironia.
     Esta é uma das ilustrações do livro "Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?" de Allan e Barbara Pease. Neste capítulo eles falam sobre as formas diferentes que os homens e mulheres falam e ouvem. As mulheres geralmente usam um discurso indireto, dificultando e muito a vida dos homens. Sabe que as vezes nós mantemos um discurso indireto com Deus, dificultando também nossa relação com Ele?
      Isso aconteceu comigo hoje, pequei. Só que embora eu soubesse que o que havia feito não agradava a Deus, não me senti culpado. Isso já aconteceu com você? E o que você fez?
    Eu fui ao meu local de oração - é bom ter um - comecei a conversar com o Todo Poderoso, falei a verdade: disse o que havia feito reconheci que havia quebrado sua lei, inclusive expliquei à Ele as razões óbvias e as subjetivas que percebi ao cometer meu erro e disse à Ele também, que embora eu reconhecesse que estava errado e que havia entristecido o Seu Espírito, não estava sentindo em mim, um sentimento de arrependimento. Me calei e esperei Ele me responder.
     Então Ele me fez lembrar deste verso de 1 João 1:9. Naquele momento começamos a conversar sobre este verso e eu então entendi a grande profundidade que tem essas palavras. Confessar-se à Deus não é pedir desculpas quando você está se sentindo triste por algo que fez, mas é falar à Ele o que você fez de errado, para isso, precisamos do auxílio da lei de Deus, é ela que nos aponta nossos erros, porque o pecado é a transgressão da lei de Deus (1 João3:4).
     Depois que eu disse o que disse, me senti mais leve, mesmo sem perceber que estava com um fardo em mim. Senti o perdão de Deus em mim, porque senti que estávamos mantendo uma relação aberta, senti seu amor me alcançar, porque Ele me aceitou da forma que eu estava. Senti que ao pecar e não sentir-me arrependido, estava sendo injustiçado pelo mundo que me influencia a pensar que muitos erros que cometo são comuns... naquele momento me senti culpado, mas saí com a certeza do perdão e alegre por estar tudo em paz agora.



     "Satanás leva muitos a crer que Deus não toma em consideração sua infidelidade nas pequenas coisas da vida; mas o Senhor mostra, em seu trato com Jacó, que de maneira nenhuma sancionará ou tolerará o mal. Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças." O Grande Conflito, pág. 620 .



     "Pecados de que não houve arrependimento e que não foram abandonados, não serão perdoados nem apagados dos livros de registro, mas ali permanecerão para testificar contra o pecador no dia de Deus. Ele pode ter cometido más ações à luz do dia ou nas trevas da noite; elas, porém, estavam patentes e manifestas Àquele com quem temos de nos haver. Anjos de Deus testemunharam cada pecado, registrando-os nos relatórios infalíveis. O pecado pode ser escondido, negado, encoberto, ao pai, mãe, esposa, filhos e companheiros; ninguém, a não ser os seus autores culpados, poderá alimentar a mínima suspeita da falta; ela, porém, jaz descoberta perante os seres celestiais. As trevas da noite mais escura, os segredos de todas as artes enganadoras, não são suficientes para velar do conhecimento do Eterno um pensamento que seja. Deus tem um relatório exato de toda conta injusta e de todo negócio desonesto. Não Se deixa enganar pela aparência de piedade. Não comete erros em Sua apreciação do caráter. Os homens podem ser enganados pelos que são de coração corrupto, mas Deus penetra todos os disfarces e lê a vida íntima." O Grande Conflito, pág. 486 .

 
Grifos meus.